Reprodução Google Street View
Reprodução Google Street View

Disputa entre traficantes termina em chacina de seis pessoas da mesma família

Criminosos miravam um suspeito de envolvimento com o tráfico e mataram parentes que estavam com ele no momento do assassinato, de acordo com a polícia

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2018 | 14h21
Atualizado 03 Julho 2018 | 19h15

RIO -  Uma disputa entre traficantes resultou no assassinato de seis pessoas da mesma família na madrugada desta terça-feira, 3, em Mangaratiba, na Costa Verde. As vítimas da chacina estavam dentro de uma casa, no bairro Parque Bela Vista, às margens da RJ-104. 

O alvo da matança seria Bruno Souza dos Santos, de 19 anos, conhecido como “Índio”, envolvido com o tráfico de drogas. Os demais teriam sido mortos como queima de arquivo.

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Segundo a polícia, os outros mortos são: Rayane Nunes da Silva Garcia, de 22 anos, que seria mulher de Bruno; Michele Nunes da Silva, de 37, mãe de Rayane; além de Jonathan Nunes Muniz, de 16 anos, Rafael da Silva Motta, de 18, e Claudemir Pinto Francelino, de 33. 

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Um bebê de sete meses, que seria filho de Bruno e Rayane, foi o único sobrevivente da chacina. Ele foi poupado pelos assassinos. Uma adolescente de 15 anos que também morava na casa, mas não estava lá na hora do crime, escapou de ser assassinada.

O delegado Rodrigo Coelho, da 165ª Delegacia de Polícia (Mangaratiba), afirmou que a hipótese mais provável para o crime é que Bruno, que já tinha passagem na polícia por tráfico e porte de arma, e sua família tenham sido mortos por traficantes da região. Segundo o delegado, ele estaria vendendo drogas por conta própria, sem prestar contas ao chefe do tráfico local. 

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Segundo informações do 33º Batalhão da Polícia Militar (BPM), de Angra dos Reis, o batalhão foi acionado de madrugada e, quando chegou ao local, já encontrou as vítimas mortas. 

A casa teria sido arrombada por pelo menos dois criminosos, que surpreenderam a família. Três corpos foram encontrados no sofá da sala e outros dois na cozinha. Bruno tentou escapar pela janela do quarto, mas foi morto no telhado de uma casa vizinha. 

A perícia foi feita na casa logo pela manhã e os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML). A Delegacia de Homicídios da Capital informou que dará apoio à delegacia local na investigação das mortes. De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito do crime seria Robson Barbosa, conhecido como Robinho, chefe do tráfico de drogas na região.

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