Chalita diz que não teme ações de suplentes do PSB

Pelo Twitter, deputado se defendeu de acusações e afirmou que não usou a TV do metrô para fazer [br]propaganda irregular

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2011 | 00h00

AGÊNCIA ESTADO

Ameaçado por dois suplentes do PSB de ter seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária, o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) disse estar tranquilo e confiante de que as demandas não vão prosperar. "Com relação às notícias de que dois suplentes pediram o meu mandato, fiquem tranquilos, confio na Justiça", afirmou o deputado no Twitter.

O deputado deixou o PSB em maio para se filiar ao PMDB, quando também anunciou sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo. "Faço da política um exercício de sinceridade. Não compactuo com máscaras, mentiras, negociatas. Tive quase 600 mil votos. Tenho honrado esses votos com muito trabalho", desabafou aos 102 mil seguidores.

Marco Aurélio Ubiali e Marcelinho Carioca, suplentes do PSB, reivindicam o mandato de Chalita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles argumentam que a saída de Chalita do PSB não teve justa causa, caracterizando-se assim infidelidade partidária.

Ubiali teve seu pedido de liminar negado pela presidente em exercício do TSE, a ministra Nancy Andrighi. Marcelinho também recorreu ao TSE, mas seu pedido ainda não foi julgado.

Mensagens. Chalita aproveitou a rede de microblogs para se defender da acusação de que teria usado a TV Minuto, que controla a programação veiculada nos vagões do metrô de São Paulo, para fazer campanha. Segundo o deputado, a editora do livro Gentileza pediu autorização para usar frases de seu livro e que ele não viu nenhum mal nisso.

"A editora pediu minha autorização para que usassem as frases. Disse que era uma campanha pela gentileza em grandes cidades e eu autorizei. Não recebi nenhuma remuneração", justificou.

Os vídeos com mensagens de autoajuda de Chalita foram suspensos após reportagem do jornal Folha de S.Paulo. "Esse livro, Gentileza, já vendeu mais de 300 mil exemplares. Daqui a pouco dirão que vender livro também é propaganda para eleição", reclamou Chalita.

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