Chefe da Casa Civil foi a nona a cair por conta de denúncias

Em plena campanha presidencial, a saída de Erenice Guerra da Casa Civil foi uma das mais rápidas, se comparada aos outros oito ministros obrigados a deixar o cargo no governo Lula por denúncias de uso indevido de dinheiro público. Ela resistiu apenas cinco dias na pasta desde o surgimento das denúncias de lobby e tráfico de influência envolvendo seu filho Israel Guerra.

Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

Antes dela, a última titular de uma pasta a sair do governo sob acusações de irregularidades havia sido Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), que conseguiu se segurar no cargo por 19 dias. Matilde foi acusada, em meio ao escândalo dos cartões corporativos, de gastar R$ 171 mil em um cartão do governo durante viagem ao exterior.

Primeira ministra a cair, Benedita da Silva permaneceu na Esplanada por quatro meses depois de ser acusada de usar recursos da União para uma viagem pessoal à Argentina em 2003. Ela devolveu o dinheiro, mas foi exonerada por Lula em janeiro de 2004.

Ao todo, nove ministros deixaram o governo depois de envolvimento com denúncias de corrupção. A maioria das quedas seguiu o mesmo roteiro: denúncias, negação por parte dos ministros e pedido de demissão. Todos - independentemente do tempo em que conseguiram se manter no cargo - deixaram o governo negando as acusações.

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