Chefe das UPPs afirma que ataques não mudam cronograma de instalação

Processo de pacificação é 'irreversível', afirma coronel Rogério Seabra

O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2012 | 13h01

O coordenador das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, coronel Rogério Seabra, afirmou que o cronograma de instalação das bases na capital fluminense não será alterado depois dos ataques ocorridos nesta segunda-feira, 23. A cidade conta atualmente com 25 bases, sendo que uma delas, a de Nova Brasília, no Complexo do Alemão,  foi atacada na noite de ontem, o que resultou na primeira morte de um policial militar em uma UPP.

O chefe do Comando de Polícia Pacificadora, coronel Rogério Seabra, afirmou que a policia não irá retroceder depois do incidentes ocorridos, e que as atuais UPPs continuarão funcionando. “O processo de pacificação é muito mais amplo. Ele é progressivo é irreversível”, afirmou.

De acordo com  o coronel,  operações de inteligência e investigação estão sendo feitas em todas as unidades pacificadoras, que foram colocadas em alerta desde os atentados de ontem. A ação, segundo ele, tem por objetivo prender os responsáveis pelos ataques.

“Operações de inteligência estão sendo feitas agora para identificar as origens, a ação propriamente dita, quem são esses marginais e que tipo de armamento eles utilizavam.”, afirmou.

Homens do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio reforçam desde o fim da noite de segunda-feira o policiamento no Complexo do Alemão. O incremento no efetivo, no entanto, não foi informado.

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