Chefe de cartório eleitoral é preso acusado de pedofilia em MG

Doze vítimas foram identificadas; suspeito era investigado há 3 meses e teve mais de mil ligações interceptadas

Renato Alves, especial para O Estado de S.Paulo,

10 de abril de 2008 | 17h14

Pelo menos doze vítimas já foram identificadas no caso de pedofilia envolvendo o chefe do cartório eleitoral de Uberaba, em Minas Gerais, Levi Cançado Lacerda, de 42 anos, que estava sendo investigado pela Polícia havia três meses. Ele foi preso na terça-feira, 8.   Veja também: CPI da Pedofilia aprova abertura de 3,2 mil contas do Orkut Agente de imigração dos EUA é procurado por pedofilia no Rio   Na residência de Lacerda foram apreendidos computadores, CDs e disquetes que passarão por perícia. Mais de 1,1 mil ligações telefônicas foram interceptadas pela polícia, com autorização da Justiça. Um grande número de conversas revela a atração do chefe do cartório pela pedofilia, principalmente com crianças entre 9 e 13 anos.   Segundo o delegado que investiga o caso, Edson Morais, o conteúdo dos depoimentos "é chocante". Revelou que alguns meninos chegaram a dizer que Lacerda os descartou afirmando que "estavam ficando feios e velhos".   A maneira de agir do pedófilo era sempre o mesmo. Oferecia vantagens financeiras, persuasão e assistência às famílias, a maioria de origem humilde. Os atos eram praticados em cinemas ou mesmo dentro do carro do acusado em locais ermos.   A polícia também investiga a participação de duas mães e outros dois jovens que ajudavam Lacerda na conquista de menores. Ele está preso em uma cela especial da penitenciária de Uberaba.

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