Chefe de grupo que traficava remédios para emagrecer é presa

Claudina é detida em shopping no interior de SP; remédio era exportado para pelo menos cinco países

Eduardo Kattah, do Estadão, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

20 Setembro 2007 | 12h10

A empresária mineira Claudina Rodrigues Bonfim, de 37 anos, apontada como chefe de uma quadrilha acusada de praticar tráfico internacional de drogas por meio de fórmulas emagrecedoras, foi presa na noite de quarta-feira, 19, por policiais federais que atuam na Operação Vênus. O grupo liderado por Claudina produzia e exportava o controlador de apetite Emagrece Sim.   Anunciado como produto fitoterápico, 100% natural, exames comprovaram que o emagrecedor apresentava tranqüilizantes e anfetaminas na sua fórmula. A quadrilha foi desarticulada pela Operação Vênus, deflagrada na quarta-feira, quando dez pessoas foram presas, entre elas sete parentes da empresária.   Com a prisão de Claudina, a PF concluiu o cumprimento de todos os 11 mandados de prisão temporária expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte. De acordo com a PF, a empresária foi localizada em um shopping center na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ela será transferida nesta quinta-feira, 20, para a Superintendência Regional da corporação em Belo Horizonte; Claudina será interrogada e formalmente indiciada no inquérito.   As buscas realizadas em sua residência, localizada no bairro nobre de Belvedere, em Belo Horizonte, resultaram na apreensão de computador e vasta documentação que comprovam a atividade criminosa. As obras de arte - quadros e esculturas - arrecadadas no local serão periciadas, mas o valor das peças já foi avaliado informalmente em cerca de R$ 2 milhões.   Operação Vênus   Batizada de Vênus, a operação faz alusão à deusa romana da beleza, já que os presos pertenciam a uma quadrilha que realizava a produção e exportação de medicamento ilícito, anunciado como verdadeira "fórmula milagrosa" para emagrecer. As investigações começaram há cinco meses, a partir de informações da PF e da Superintendência de Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais (VISA).   A quadrilha fabricava e exportava de forma ilícita o remédio conhecido como Emagrecesim, que não possuía autorização dos órgãos sanitários, e era comercializado como se fosse produto fitoterápico, 100% natural, quando, em realidade, conteria em sua composição substâncias psicotrópicas e anorexigenas, causadoras de dependência física e psíquica.   A produção do medicamento destinava-se à exportação para distribuidores do produto nos Estados Unidos, Venezuela, República Dominicana, Panamá e outros países. O kit de Emagrecesim, suficiente para uso durante 45 dias, era vendido por cerca de US$ 200 (o equivalente a R$ 374) chegando ao valor de R$ 500 (cerca de R$ 935).

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