Chefe de milícia nega ter comandado tortura de jornalistas

Odnei Fernandes da Silva prestou depoimento à polícia por cerca de 3 horas, após se entregar nesta 2.ª

Clarrisa Thomé, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2008 | 15h39

O inspetor de Polícia Civil, Odnei Fernandes da Silva, negou o envolvimento com as milícias e negou ainda ter comandado a tortura a uma equipe de reportagem do Jornal O Dia, disse na tarde desta segunda-feira, 16, o advogado do policial, André Gomes. O inspetor se apresentou à policia no fim desta manhã, depois de permanecer 14 dias foragido.   Veja também: Chefe da milícia da Favela do Batan se entrega no Rio Justiça decreta prisão de militares que ocupavam morro no Rio Moradores queimam ônibus em protesto contra Exército no Rio Polícia quer prisão de 11 militares que ocupam morro no Rio   "Meu cliente não pode ter sido reconhecido por fotografias porque as pessoas que se dizem torturadas por ele disseram que seus agressores usavam capuz ninja. Além disso, não há nenhum laudo atestando a tortura", afirmou o advogado, referindo-se ao fato de a equipe de jornalistas não ter feito exame de corpo de delito.   De acordo com o advogado, o inspetor seria vítima de represália por conta de denúncias que fez sobre corrupção na Polícia Civil. O advogado disse ainda que Odnei não se apresentou antes por problemas de saúde. Ele não quis informar que problema seria esse. O inspetor prestou depoimento durante cerca de três horas e foi levado para o Instituto Médico Legal, onde passará por exame de corpo de delito e depois será encaminhado para o presídio de Bangu 8.

Tudo o que sabemos sobre:
milíciasO Diatortura

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.