Chefe de polícia é um dos denunciados no caso do réveillon

O chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Álvaro Lins, é um dos nove denunciados no caso da queima de fogos no último reveillon em Copacabana, que terminou de forma trágica, com duas explosões, um morto e 74 pessoas feridas.Lins e o corregedor da Polícia Civil, José Vercillo dos Santos, são acusados de "condescendência criminosa" pelo modo como conduziram as investigações. Lins considerou a denúncia "inepta e sem conteúdo". O chefe de Polícia e Vercillo ignoraram o parecer técnico do delegado Alberto Calvano, que sugeria a investigação do caso pela corregedoria.A sugestão deveu-se ao envolvimento de uma autoridade policial: o delegado Fernando Oséas Vasconcelos, diretor da Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae), também denunciado pela promotora Luciana Sapha, do Ministério Público Estadual (MPE), assim como o coronel-bombeiro Luis Eduardo Sant´Anna, diretor da divisão de Serviços Técnicos da Defesa Civil. O MPE ofereceu denúncia ainda contra Patrícia Junqueira e Vivian Petroni, proprietárias da Promo 3, e Maurício Cinelli, representante legal da Brasitália Fireworks, empresas responsáveis pelos pontos de queima de fogos onde ocorreram as explosões que atingiram o público. Gilberto de Oliveira e o espanhol José Alvarez, técnicos em pirotecnia, completam a lista. Caso as denúncias oferecidas pelo MPE sejam aceitas na 21ª e na 26ª Varas Criminais, as pessoas ligadas às empresas de pirotecnia, acusadas de explosão dolosa e lesão culposa, podem receber penas de até 12 anos de cadeia.O diretor da Dfae e o coronel-bombeiro podem ser condenados a, no máximo, 18 anos de reclusão. O chefe de polícia e o corregedor, que mereceram uma denúncia em separado, a um mês de prisão. O caso pode ter desdobramentos no Ministério Público Federal, na Justiça Militar e alcançar outras autoridades.

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