Chefe de polícia faz panfletagem no Complexo da Maré

Seis dias após o início da ocupação do Complexo da Maré, operação que reúne 400 policiais, entre civis e militares, o chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, foi ao local pedir ajuda da comunidade para localizar esconderijos de armas e drogas e o paradeiro de traficantes. Durante cerca de uma hora, o delegado percorreu uma rua do complexo de 16 favelas, onde colou e distribui panfletos aos moradores com o telefone do Disque-Denúncia e a mensagem: "Só você pode mudar a Maré". Segundo Lins, a distribuição de 150 mil panfletos, doados pelo Disque-Denúncia, representa o início de uma nova fase da ocupação, que pode ser concluída na segunda-feira. Ele afirma que o alvo principal da operação são os traficantes Paulo César dos Santos, o Linho, e Nei da Conceição Cruz, o Facão, que estão em disputa pelo domínio do tráfico na região. Lins citou um terceiro traficante, identificado apenas como Macumba. "Os três ainda estão aqui".O delegado afirmou que desde segunda-feira houve um aumento do número de denúncias na área, embora não tenha precisado a informação. "Não tenho o número. Mas o próprio Disque-Denúncia informou que começaram a chegar ligações da Maré, o que não era comum". Mas, segundo o coordenador do serviço, Zeca Borges, nenhum aumento foi registrado desde o início da operação. Ele admitiu que houve aumento da procura, mas isso teria ocorrida há cerca de um mês.Além da Vila do Pinheiro, onde esteve, o delegado disse que a polícia está ocupando outras seis comunidades da Maré.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.