Chefe de polícia vai apurar seqüestro de traficante

O governador Anthony Garotinho determinou que o chefe da Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, assuma o inquérito sobre o desaparecimento do traficante Alex André Gomes, de 25 anos, o Dedé, que provocou violentas manifestações de moradores no início da semana - insuflados por bandidos, eles incendiaram dois ônibus e quatro carros em três ruas da zona norte. O delegado Ronald Aredo, da 6ª Delegacia Policial (Cidade Nova), que se recusou a registrar o sumiço de Dedé, foi afastado. O governador vai pedir a prisão preventiva do delegado, do tenente-coronel da PM Paulo Luiz Coutinho, já afastado da corporação por causa de um homicídio no Morro de São Carlos, e de cinco policiais que estavam presos administrativamente por suspeita de envolvimento em seqüestros e morte no Morro do Querosene. Os cinco policiais foram soltos, o que gerou indignação do governador.Garotinho quer ainda a prisão preventiva do advogado Severino Henrique, que teria ficado com o dinheiro do seqüestro do traficante Dedé. Ele disse que as investigações devem ser aceleradas e que os responsáveis pelo crime precisam ser apontados rapidamente. "Pela escala da polícia é perfeitamente possível saber quem estava de plantão no dia em que ocorreram os problemas", afirmou Garotinho, que convocou toda a cúpula da segurança do Rio para uma reunião de três horas sobre o assunto, no Palácio Guanabara, nesta tarde. "Não vamos permitir, em hipótese alguma, que manchem as instituições Polícia Militar e Polícia Civil do Rio de Janeiro."

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