Chefes da Conexão Atibaia condenados a 28 anos de prisão

O juiz Carlos Eduardo Borges Santacini condenou a 28 anos de prisão Odarício Quirino Ribeiro Neto e José Gomes Filho, acusados de comandar a chamada Conexão Atibaia, investigada e denunciada pela CPI Estadual do Narcotráfico, encerrada em maio deste ano na Assembléia Legislativa de São Paulo.Além de Ribeiro Neto e Gomes Filho, foram condenados a 10 anos de prisão os pilotos José Roberto Salomão, Odair da Conceição Correia e José Ricardo Nogueira Braga, acusados de atuar no transporte de drogas para a conexão.Outros dois envolvidos, Carlos Parreira, cunhado de Ribeiro Neto, e Abrão Jacob, sogro de José Gomes Filho, foram condenados à pena mínima de seis anos.O juiz determinou ainda o confisco de 19 aviões que pertenciam a Gomes Filho e Ribeiro Neto, com base na legislação de confisco de propriedades de narcotraficantes. Os aviões deverão ser utilizados por organismos policiais no combate ao tráfico de drogas.A Conexão Atibaia funcionava a partir de hangares instalados no aeroporto de Atibaia (SP) e, segundo investigações da CPI, fornecia aviões e dava sustentação logística para diversas quadrilhas de narcotraficantes e assaltantes de bancos.De acordo com o relator da CPI, deputado Renato Simões (PT), as condenações confirmam a tese apresentada no relatório final da comissão. "Só foi possível desmontar a conexão porque a CPI funcionou como catalizadora de informações obtidas pelas polícias Civil e Federal, pelo Ministério Público e pela Receita Federal em vários Estados", afirmou ele."Quando cruzamos as informações, descobrimos a extensão do esquema. Para a CPI, o combate ao narcotráfico só será possível se houver a integração de todas as instituições."

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