Chega ao fim operação contra a dengue no Rio

O ministro da Saúde, Barjas Negri, anunciou hoje o fim da operação federal de combate à dengue no Rio e a implantação de um sistema nacional de vigilância para manter os programas de prevenção ao longo do ano. O ministério também planeja realizar um novo dia D em todo o país contra a dengue em novembro deste ano para mobilizar a população antes do início da temporada de chuvas no ano que vem.Os cerca de mil agentes da Funasa que estão no Rio desde fevereiro voltam para casa no sábado. No próximo dia 4, os outros 1.300 homens do Exército e da Marinha também encerram suas atividades. O trabalho, segundo o ministro, começará a ser feito pelos agentes das secretarias municipais de Saúde do Rio. O fim da força-tarefa do ministério estava previsto desde fevereiro, mas foi confirmado agora, depois que os números de casos de dengue começaram a cair.Segundo o último boletim estadual de casos, o Estado teve apenas 10.725 vítimas da doença neste mês - bem abaixo dos 67.149 de março e dos 69.165 de fevereiro. Desde o início do ano, o Rio registrou 190.634 casos da doença e 56 mortes. A queda foi comemorada pelo ministro. "Conseguimos acabar com a epidemia. Agora, nosso trabalho será manter esse sucesso nos próximos anos", afirmou Negri, que presidiu uma reunião de balanço da operação contra a dengue no Rio.Hoje a Fundação Nacional de Saúde - órgão do ministério responsável por dengue e outras doenças tropicais - e as secretarias de saúde do Rio se comprometeram em manter a prevenção da doença durante o ano. A partir de maio, o ministério vai cobrar das secretarias de saúde que façam visitas a todos os domicílios do Estado a cada 60 dias para manter baixos níveis de infestação do Aedes aegypti, o transmissor da dengue."Nossa meta é manter pessoal necessário nos municípios para que eles tenham condições de fazer visitas a cada dois meses", explicou Mauro Costa, presidente da Funasa, também presente ao evento. "Outra coisa que precisamos fazer é manter a população mobilizada e para isso os programas comunitários têm que continuar."A cidade do Rio ainda não conta com o número de agentes sanitários considerado ideal. Segundo o secretário em exercício de Saúde, Mauro Marzochi, são necessários 3.700 agentes no municípios para manter um trabalho de prevenção de qualidade, mas a secretaria só conta com 2.700. "Estamos negociando com o Estado mais verbas para poder contratar mais mil pessoas", contou. Segundo Marzochi, mesmo com os 2.700 agentes a secretaria vai conseguir manter a meta de visitar todos os domicílios da cidade a cada 60 dias.Chega ao fim operação contra a dengue no Rio

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