Chega ao Rio 1º navio com passageiros para identificação

O primeiro navio de passageiros a atracar no Rio de Janeiro depois do início da exigência de identificação de norte-americanos, o transatlântico Amsterdam, trouxe hoje 600 cidadãos daquele país, quase todos idosos. A Polícia Federal aumentou de 4 para 14 o número de agentes, para agilizar o procedimento de desembarque, entretanto os americanos tiveram de esperar, em média, uma hora.Vindo de Montevidéu, capital uruguaia, o navio, de bandeira holandesa, atracou às 7h40. Cerca de uma hora depois, os 390 passageiros de outras nacionalidades, australianos, mexicanos e canadenses, começaram a sair. Os americanos foram fichados dentro da embarcação e só começaram a ser liberados às 10 horas. Eles contaram que a identificação levou 15 minutos. O que demorou mais foi a espera na longa fila.O rabino Mark Borovitz, de 52 anos, residente de Los Angeles, se aborreceu. "Isso não faz sentido. Entendo que o Brasil está fazendo o mesmo que os Estados Unidos, mas se todos começarem a retaliar o mundo ficará louco", disse, ao lado da mulher, a assistente social Harriet Rossetto, de 66. "Não vejo como o fato de tirar fotos e impressões digitais das pessoas irá impedir a atuação dos terroristas."A dona-de-casa Joan Rosenfeld, de 72 anos, de New Jersey, ficou uma hora e meia aguardando sua vez. Para ela, o princípio da reciprocidade que motivou a obrigatoriedade da identificação não se aplica, já que no Brasil nunca houve ataques terroristas. "Nos Estados Unidos, nossos prédios foram explodidos. Aqui essas medidas de segurança não são necessárias", afirmou.Joan disse que os passageiros foram informados de que teriam de tirar fotos e impressões digitais ontem, na hora do jantar. "Estive em vários portos, no Uruguai, no Chile, e isso nunca me aconteceu", afirmou, pouco antes de deixar o porto rumo ao Pão-de-Açúcar, primeiro ponto turístico que visitaria ontem pela manhã.Clara Rias, dona-de-casa nova-iorquina de 66 anos, achou a medida insana, mas não perdeu o bom humor. "Nosso país é louco, então o de vocês também tem o direito de ser", brincou.O Amsterdam, que tem capacidade para 1.200 pessoas, rumará de volta a Montevidéu amanhã, com passageiros que já estavam no Rio de Janeiro. Aqueles que chegaram ontem voltarão para casa de avião.Roberta PennafortO primeiro navio de passageiros a atracar no Rio de Janeiro depois do início da exigência de identificação de norte-americanos, o transatlântico Amsterdam, trouxe hoje 600 cidadãos daquele país, quase todos idosos. A Polícia Federal aumentou de 4 para 14 o número de agentes, para agilizar o procedimento. A Polícia Federal aumentou de 4 para 14 o número de agentes, para agilizar o procedimento de desembarque, entretanto os americanos tiveram de esperar, em média, uma hora.Vindo de Montevidéu, capital uruguaia, o navio, de bandeira holandesa, atracou às 7h40. Cerca de uma hora depois, os 390 passageiros de outras nacionalidades, australianos, mexicanos e canadenses, começaram a sair. Os americanos foram fichados dentro da embarcação e só começaram a ser liberados às 10 horas. Eles contaram que a identificação levou 15 minutos. O que demorou mais foi a espera na longa fila.O rabino Mark Borovitz, de 52 anos, residente de Los Angeles, se aborreceu. "Isso não faz sentido. Entendo que o Brasil está fazendo o mesmo que os Estados Unidos, mas se todos começarem a retaliar o mundo ficará louco", disse, ao lado da mulher, a assistente social Harriet Rossetto, de 66. "Não vejo como o fato de tirar fotos e impressões digitais das pessoas irá impedir a atuação dos terroristas."A dona-de-casa Joan Rosenfeld, de 72 anos, de New Jersey, ficou uma hora e meia aguardando sua vez. Para ela, o princípio da reciprocidade que motivou a obrigatoriedade da identificação não se aplica, já que no Brasil nunca houve ataques terroristas. "Nos Estados Unidos, nossos prédios foram explodidos. Aqui essas medidas de segurança não são necessárias", afirmou.Joan disse que os passageiros foram informados de que teriam de tirar fotos e impressões digitais ontem, na hora do jantar. "Estive em vários portos, no Uruguai, no Chile, e isso nunca me aconteceu", afirmou, pouco antes de deixar o porto rumo ao Pão-de-Açúcar, primeiro ponto turístico que visitaria ontem pela manhã.Clara Rias, dona-de-casa nova-iorquina de 66 anos, achou a medida insana, mas não perdeu o bom humor. "Nosso país é louco, então o de vocês também tem o direito de ser", brincou.O Amsterdam, que tem capacidade para 1.200 pessoas, rumará de volta a Montevidéu amanhã, com passageiros que já estavam no Rio de Janeiro. Aqueles que chegaram ontem voltarão para casa de avião.

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