Chegam a 11 os municípios em situação de emergência em SC

Além disso, outras sete cidades já foram afetadas por essa nova onda de chuvas no Estado; não há vítimas

da Redação, estadao.com.br

05 de janeiro de 2009 | 14h41

Depois do litoral norte de Santa Catarina, castigado em novembro por enchentes, foi o sul do Estado que sofreu com excesso de chuvas no final de semana. Mais dois município do sul catarinense decretou situação de emergência na tarde desta segunda-feira, 5, em decorrência das chuvas do fim de semana. Segundo a Defesa Civil do Estado, trata-se de Siderópolis e Lauro Müller. Agora, são 11 os municípios nessa situação. Os demais são Araranguá, Criciúma, Forquilhinha, Jacinto Machado, Turvo, Nova Veneza, Içara, Ermo e Meleiro.   Veja também: BNDES aprova pacote de medidas para ajudar SC Prédio corre risco de desabar em BH devido às chuvas Todas as notícias sobre vítimas das chuvas   "Muitas prefeituras só enviaram informações nesta segunda-feira, por isso há alterações nos dados", explicou o diretor da Defesa, major Márcio Luiz Alves. O total de desabrigados atingiu 639 e o de desalojados, 1.573. Além disso, outros sete municípios foram afetados de alguma forma com essa nova ondas de chuvas no Estado: Urussanga, Timbé do Sul, Tubarão, Jaguaruna, Laguna, São Martinho e Praia Grande.   O litoral catarinense concentra lavouras de arroz, banana, mandioca e fumo, ressalta o técnico do Cepa (Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola) Júlio Rodigheri. Santa Catarina é o segundo produtor nacional de arroz e o primeiro de banana.  Em Timbé do Sul, no extremo sul, foram 309 milímetros de chuva no prazo de 48 horas, entre sexta-feira e domingo.   A Epagri ainda não tem um levantamento do efeito do clima sobre as principais culturas. O litoral sul de Santa Catarina responde por 59% do arroz, 7% da banana, 25% do fumo e 33% da mandioca produzidos no Estado. Com as chuvas de novembro, a Epagri havia calculado as perdas para a safra estadual de arroz em 8%. Em compensação, as chuvas deste final de semana melhoraram a situação no oeste do Estado, importante na produção de soja e milho e onde havia início de estiagem, cita Rodigheri.   Ponte na cidade de Araranguá quase foi submersa por conta da cheia no rio que passa na região. Foto: James Tavares/Divulgação   Estradas   A BR-101 continuava interditada nesta tarde entre os Km 404, em Maracajá, e 412, em Araranguá. O desvio é feito endo que o desvio está ocorrendo no Km 396 (acesso sul de Criciúma) passando por Forquilhinha, Meleiro, Turvo e Ermo e retornando para a BR-101 no km 426, segundo a Polícia rodoviária federal.   O desvio está sendo feito no Km 396 (acesso sul de Criciúma) passando pelas cidades de Forquilhinha, Meleiro, Turvo e Ermo e retornando para a BR-101 no Km 426. O percurso do desvio é de 62 km, o que aumenta a viagem em 32 km. O desvio é liberado somente para automóveis e ônibus.   Cinco trechos de rodovias estaduais permaneciam interditadas nesta manhã, segundo a Polícia Rodoviária Estadual. Na SC-416, entre os Km 30 e 34, entre Jaraguá e Pomerode, uma queda de barreira interrompia o tráfego de veículos, assim como no Km 44 da SC-445, entre Criciúma e Siderópolis.   O trânsito estava interditado somente para caminhões em toda a extensão da SC-448, entre Forquilhas e Ermo, e seguia com trânsito lento. A água que permanecia sobre a pista, entre os Km 30 e 32, nas regiões de Araranguá e Meleiro, interditava o trecho da SC-449. A mesma situação estava o trecho do Km 32,5 da SC-450, em São João do Sul.   (Com Fábio M. Michel e Fabiana Marchezi, do estadao.com.br, e Sandra Hahn, da Agência Estado)   Atualizado às 18h47 para acréscimo de informãções

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