Bruno Nogueirão / Estadão
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Chegou 'Deixa Ela', série audiovisual do 'Estado' sobre a mulher na sociedade

Primeiro episódio, Deixa Ela Viver, traz relatos de sobreviventes de feminicídio e de vítimas de violência doméstica, além de entrevista com a ativista Maria da Penha

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2019 | 11h10

SÃO PAULO - Das que morrem apenas por serem mulheres às que lutam por espaço na política. Sem esquecer das que não aceitam limites. Comandar uma empresa? Ser astronauta? São essas histórias que a websérie Deixa Ela começa a contar nesta sexta-feira, 18, como parte das comemorações por um ano de Capitu, site feminino lançado em dezembro pelo Estadão. Formado por nove vídeo-reportagens que discutem diferentes aspectos do cotidiano das mulheres na sociedade brasileira, o projeto conta com a parceria do Facebook e do Internacional Center for Journalists (ICFJ).

A cada semana, um tema será abordado. O primeiro episódio, Deixa Ela Viver, traz relatos de sobreviventes de feminicídio, quando a mulher se torna vítima apenas por ser mulher. O Brasil é o quinto país com mais casos registrados. Em 2018, foram 4.461 assassinatos, crescimento de 34% em relação a 2016, segundo o Conselho Nacional de Justiça. “As estatísticas são muito altas”, diz Maria da Penha, entrevistada para a série. “Infelizmente, os feminicídios acontecem quando não existe a política pública, quando a mulher tem medo de denunciar.” Assista:

Os episódios serão distribuídos em várias plataformas, com conteúdo para redes sociais, especial multimídia no portal e entrevistas na versão impressa do Estadão aos domingos. Bastidores com os repórteres e extras também fazem parte do material, liderado por Carla Miranda, editora de Capitu, e por Everton Oliveira, coordenador de Produção Multimídia. 

A websérie trará exclusivas com personalidades como as deputadas Joice Hasselmann, Tabata Amaral, entrevistadas para o segundo episódio, Deixa Ela Fazer Política. Os demais vídeos contam com a participação das executivas Tânia Cosentino e Chieko Aoki (Trabalhar), da especialista em educação Cláudia Costin (Estudar), das artistas Daniela Mercury e Karol Conka (Criar), e da jogadora Cristiane (Competir), entre outras. A série se completa com os capítulos Ser, Sonhar e Decidir.

O trabalho audiovisual foi feito por Bruno Nogueirão e Leo Souza. E as reportagens ficaram a cargo de nove jovens profissionais que, no ano passado, integraram o 29º Curso Estado de Jornalismo, conhecido como Curso de Focas, responsável pelo lançamento de Capitu: Bianca Gomes, Clara Rellstab, Eduardo Gayer, Felipe Laurence, João Abel, João Ker, Pedro Prata, Pepita Ortega e Renato Vasconcelos.

O nome do site faz uma homenagem dupla: à personagem de Machado de Assis e também a uma das primeiras jornalistas profissionais do País. Capitu era o apelido de Maria do Carmo de Almeida, responsável pela criação, em 1953, do Suplemento Feminino do Estadão

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