CEIC/Prefeitura de POA/Divulgação
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Cheia do Guaíba, em Porto Alegre, atinge marca histórica

Para evitar inundação, o Departamento de Água e Esgotos Pluviais fechou 13 das 14 comportas do sistema de proteção de cheias

Luciano Nagel, Especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

12 Outubro 2015 | 11h08

PORTO ALEGRE- As chuvas que atingem o estado do Rio Grande do Sul, há cerca de uma semana, têm causado muitos transtornos e estragos na região. Em Porto Alegre, o rio Guaíba tem atenção redobrada pela Defesa Civil, já que o volume das águas alcançou a marca, na manhã desta segunda-feira, 12, de 2,79m. Este é o maior registro desde 1967.

Para evitar uma inundação na parte histórica da cidade, servidores do Departamento de Água e Esgotos Pluviais (DEP)  tiveram que fechar, nesse domingo, 13 das 14 comportas do sistema de proteção de cheias do Cais Mauá. "Tivemos que tomar providências mais duras em termos de segurança, como o fechamento das comportas que ficam entre o Gasômetro e a ponte do Guaíba. Deixamos aberta apenas a comporta central para que os veículos possam entrar e as equipes fazerem o monitoramento",  disse o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati.

A cheia do rio Guaíba alagou a região das ilhas em torno da capital. Cerca de mil pessoas tiveram que deixar suas casas e buscar abrigos em residências de parentes, escolas ou ginásios de Porto Alegre. 

Dados divulgados na noite desse domingo pela Defesa Civil gaúcha apontam que pelo menos 50 cidades foram atingidas em função das chuvas e temporais dos últimos dias. A região central do Estado é a mais prejudicada. A chuva também tem causado problemas nas rodovias do Rio Grande do Sul. No total, 27 trechos apresentam problemas como rupturas no asfalto com bloqueio total, parcial, além de deslizamento de terras.

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