Cheia no Amazonas afeta mais de 80 mil famílias

Rio Negro em Manaus continua subindo, mas apenas um centímetro por dia

Renata Magnenti - Especial para o Estado de S. Paulo,

29 de maio de 2012 | 19h29

MANAUS - No Amazonas mais de 80 mil famílias sofrem com a cheia dos rios, 50 municípios permanecem em situação de emergência, incluindo a capital, e outros três em situação de calamidade. O Rio Negro em Manaus continua subindo, mas apenas um centímetro por dia. Nesta terça-feira, 29, a cota foi de 29,97 metros.

De acordo com a Defesa Civil do Estado, atuamente, sofrem com a cheia 80.635 famílias. No Careiro da Várzea, por exemplo, que declarou situação de calamidade, cerca de 30 famílias estão abrigas em balsas. Foram disponibilizadas a elas onze barracas, onde permanecerão até o fim da cheia. Outras 30 famílias estão alojadas em uma escola pública e outras 19 estão em barradas instaladas na orla da cidade.

Segundo o gerente de Hidrologia do CPRM, Daniel de Oliveira, em algumas bacias como a dos rios Juruá e Javari o nível do rio está estabilizando. Porém, em Manaus, não há como confirmar o fim da cheia apesar do Negro estar subindo apenas um centímetro.

Daniel disse que em 2009, na última cheia histórica quando o rio Negro atingiu pico de 29,77 metros, acreditava-se que o rio iria estagnar em maio. Entretanto, depois do dia 15 de junho voltou a subir. "Isso pode se repetir este ano, pois historicamente há precipitação até junho". 

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