Arquivo/AE
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Chevron foi imprudente ao manter a operação no Campo de Frade, diz Minc

Quatro meses depois do vazamento de óleo no local, operado pela petroleira americana, foram descobertos novos pontos de afloramento

estadão.com.br,

16 Março 2012 | 11h22

SÃO PAULO - Em entrevista a rádio Estadão ESPN nesta sexta-feira, 16, o Secretário estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, acusou a Chevron de ser imprudente ao manter a operação no local. A empresa americana é responsável pela exploração de petróleo no Campo de Frade.

Quatro meses depois do vazamento de óleo no local, operado pela petroleira americana, foram descobertos novos pontos de afloramento.

Baseado em estudos de especialistas, Minc afirma que a empresa deveria ter tomado uma série de medidas para encapsular todo o tubo localizado no fundo do mar até o local do poço. "Quando há uma fissura dessas, ou deve-se procurar outra área ou deve-se tomar uma série de medidas, encapsulando com ferro inoxidável todo o tubo do fundo do mar até o local do poço. A Chevron só tinha encapsulado cerca de metade dos 1200 metros que ela tinha perfurado. Então, houve realmente imprudência, ela mostrou que não tinha capacidade de pronta resposta".

Autuação. A Chevron foi autuada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) por "não atender notificação para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novas exsudações na área".

O termo vazamento foi evitado até mesmo pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Para o órgão, "em princípio não se trata de novo vazamento, uma vez que o poço não estava operando. Segundo informações preliminares, ocorreu um afloramento de óleo, provavelmente decorrente do vazamento registrado em novembro de 2011".

Questionado sobre a dimensão do problema, o diretor de Assuntos Corporativos da Chevron, Rafael Jaen, disse que cálculos iniciais apontavam para uma quantidade de apenas 5 litros de óleo. A fissura teria 800 metros de comprimento. Diferentemente do Ibama, ele descartou que o novo incidente tenha relação com o derramamento de 7 de novembro, quando foram despejados no mar cerca de 2,4 mil barris.

Técnicos da ANP estiveram no Centro de Comando de Crise da Chevron e determinaram a instalação de um coletor no novo ponto de vazamento.

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