Chinaglia manda apurar denúncia contra Marina Magessi

A Corregedoria da Câmara, a pedido do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai apurar se houve ou não envolvimento da deputada Marina Maggessi (PPS-RJ) em suposto esquema criminoso de financiamento de campanha. De acordo com relatório reservado da Polícia Federal, a deputada teria recebido dinheiro irregular de campanha do grupo do bicheiro Ailton Guimarães, o capitão Guimarães, preso na Operação Furacão. "A denúncia é grave. Entretanto, é preciso saber se existe algum tipo de realidade na denúncia. Então, nós temos que ter acima de tudo o direito de defesa para qualquer cidadão, até porque nem sempre as denúncias se confirmam", afirmou Chinaglia. Ele disse que é papel da corregedoria da Casa analisar as denúncias contra a deputada. "Já fizemos um ofício para analisar o caso desde a primeira notícia onde ela aparece envolvida numa escuta feita pela Polícia Federal. Vamos aguardar a análise", afirmou Chinaglia. O líder do PPS na Câmara, deputado Fernando Coruja (SC), afirmou que a deputada deverá explicar as acusações primeiro à sociedade e depois aos deputados da bancada. Coruja disse que conversou com a deputada nesta quarta e ela nega as acusações e disse que deverá dar uma entrevista na quinta-feira no Rio sobre as denúncias. Coruja contou que Marina negou que tenha recebido qualquer doação de bicheiros para sua campanha. "Ela precisa explicar primeiro à sociedade, depois para a bancada. Não vamos tomar posicionamento por enquanto. Vamos ver as explicações", disse Coruja. O deputado cobrou da polícia a divulgação dos nomes dos outros políticos que supostamente também teriam recebido dinheiro do esquema, segundo relatório da Polícia Federal. "Ela precisa se explicar, mas, por outro lado, ficamos preocupados com o fato de a polícia estar vazando informações apenas contra ela. Na gravação não fala que a doação foi para vários políticos? Começamos a ter a preocupação de que um setor ou outro da polícia possa estar agindo politicamente", suspeitou Coruja. Cassação O líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), afirmou, também nesta quarta, que o partido estuda pedir abertura de processo de cassação de mandato no Conselho de Ética contra a deputada. "Estamos apenas aguardando a manifestação da deputada em plenário. A acusação é séria e o fato de ela ter silenciado em plenário agrava muito. Esperamos que ela e o PPS se manifestem. Depois, vamos discutir a possibilidade de representação com a bancada e a executiva do partido", afirmou Chico Alencar.

Agencia Estado,

18 Abril 2007 | 17h46

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