Choque invade presídio tomado por detentos em Itirapina

A Tropa de Choque da Polícia Militar invadiu nesta sexta-feira, 21, a Penitenciária II, de Itirapina, a 217 km de São Paulo, um dia depois que os 1.300 presos estouraram as grades e ocuparam o segundo pavilhão do presídio. Eles estavam abrigados num único pavilhão desde que o prédio foi destruído na megarrebelião de maio deste ano. A operação foi determinada porque os detentos tinham se armado com pedaços de ferro e havia risco de fuga em massa. Parentes de presos disseram ter ouvido disparos durante a invasão. A PM informou que a operação foi normal e não houve feridos, nem a necessidade do emprego de armas. Todos os presos voltaram a ser recolhidos em um só pavilhão. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), os agentes apreenderam 13 celulares, 5 carregadores, 3 baterias, 5 fones de ouvido, 7 partes de celulares e 66 facas artesanais. A operação começou às 7 horas e foi encerrada às 13. O clima ficou tenso no presídio. Parentes de presos se juntaram na frente do portão, protestando contra a falta de visitas e as condições precárias da prisão.AraraquaraO promotor de Justiça Raul de Mello Franco Júnior reiterou nesta sexta o pedido de liminar para obrigar a SAP a remover os 961 presos condenados que ocupam três pavilhões do Anexo de Detenção Provisória da penitenciária de Araraquara, a 275 km de São Paulo. O pedido foi feito em ação civil que tramita na Vara da Fazenda Pública do município. O promotor considera totalmente inadequadas as condições em que se encontram cerca de 1.400 presos, desde que o anexo e a penitenciária foram destruídos por rebeliões, em maio e junho deste ano. O juiz Fernando de Oliveira Mello havia solicitado informações à SAP sobre as providências tomadas para reduzir o caos. Segundo ele, a secretaria alegou ter feito um cronograma para a transferência de 100 presos por semana. "É a mesma história que vem sendo repetida há meses", disse o promotor. "Esperei 30 dias para propor a ação e, agora, ouço a mesma cantilena." Ele acredita que o Estado tem condições de dar maior velocidade à remoção dos presos. "É melhor para eles irem para presídios superlotados do que permanecer na situação atual." Caso seja dada a liminar, a remoção deve começar em 48 horas e ser concluída num prazo máximo de 30 dias, sob pena de multa diária de 100 salários mínimos. A SAP terá de apresentar em 30 dias cronograma detalhado da reforma das instalações destruídas nas rebeliões. A Secretaria informou que as transferências seguem o cronograma acertado com a Corregedoria Geral de Justiça do Estado.

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