Chove há quatro dias na capital gaúcha

Meteorologistas temem cheia do Guaiba devido às chuvas nas cabeceiras dos afluentes

Daniela do Canto, da Central de Notícias,

10 Agosto 2009 | 04h55

Quatro dias consecutivos de chuvas castigam a cidade de Porto Alegre. A chuva acumulada entre o início da quinta-feira, 6, e a noite deste domingo superou os 100 milímetros em todo o perímetro urbano da cidade. A média histórica de chuvas no mês é de 140 milímetros.

 

As zonas mais atingidas foram as sul e leste, onde foram registradas as ocorrências mais importantes de alagamentos. O maior registro nestes quatro dias foi na estação da Lomba do Pinheiro, de 190,7 milímetros. No Belém Novo, foram 173,8 milímetros; em Sertorio, 154,9 milímetros e em Moinhos de Vento, 151,9 milímetros.

 

Segundo informações do Projeto Metroclima - Sistema de Vigilância Meteorológica de Porto Alegre, este é o mais importante caso de chuva na cidade desde o ciclone da primeira semana de maio do ano passado, quando choveu mais de 200 milímetros em apenas 24 horas nas zonas sul e leste da capital.

 

Durante a madrugada, as chuvas continuaram. O Metroclima prevê que até o final delas, na primeira metade desta segunda-feira, 10, a precipitação acumulada na cidade possa ficar perto de 200 milímetros, uma marca muito elevada para um período de apenas quatro dias.

Rio Guaiba

 

O Sistema Metroclima e a MetSul Meteorologia trabalham com a possibilidade de uma cheia do Rio Guaiba nesta semana. Choveu muito nas bacias de todos os rios que desembocam no nele. No principal deles, o Jacuí, as precipitações foram intensas em toda a bacia e, particularmente, nas áreas de nascente no Alto Jacuí.

 

A soma do deságue de todos esses rios no Delta do Jacuí quase simultaneamente e o grande volume de chuva na região de Porto Alegre sugerem que a cota de cheia possa ser alcançada nas ilhas do Guaiba. Um monitoramento constante será feito a partir deste início de semana.

 

Conforme o Metroclima, como a chegada das águas não é imediata e existe um tempo de resposta entre as precipitações e a elevação do nível do Guaiba, o risco de cheia cresce a partir de terça-feira, 11 e, sobretudo, de quarta-feira.

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