Chuva adia volta às aulas em Maria da Fé; MG tem 113 cidades em emergência

Creche e escola inundaram após nível de rio subir em cidade do sul mineiro; distritos rurais estão isolados

Marília Lopes, Central de Notícias

02 de fevereiro de 2011 | 10h02

SÃO PAULO - A cidade de Maria da Fé, no sul de Minas Gerais, adiou a volta às aulas por causa da chuva que atingiu a região na última segunda-feira. Além do município, outras 112 localidades estão em emergência desde outubro devido às tempestades que atingem o Estado.

 

O retorno do ano letivo em Maria da Fé estava previsto para acontecer ontem, mas foi cancelado por conta dos fortes temporais. A previsão é que os alunos voltem às aulas na próxima segunda-feira, 7. Segundo a secretária de Educação da cidade, Patrícia de Almeida Bernardo, duas escolas municipais foram atingidas por enchentes. O rio Ribeirão Cambuí transbordou e seu nível ficou três metros acima da calha.

 

Foram alagadas a pré-escola Jardim Florido, que tem 195 alunos, e a Escola Municipal Arlindo Arone, onde 503 alunos estão matriculados. Agora, funcionários da prefeitura, trabalham na limpeza das escolas. "Tivemos perda de material escolar e merenda", afirmou a secretária.

 

Outro motivo para o cancelamento da volta às aulas em toda a rede municipal foi que parte da zona rural do município está isolada, pois houve queda de barreiras. E cerca de 50% dos alunos matriculados na rede municipal de ensino vivem na zona rural. Ao todo, a cidade tem 1.790 estudantes da rede municipal de ensino. E conta com nove escolas municipais, seis na zona rural e três na área urbana. Maria da Fé tem aproximadamente 15 mil habitantes.

 

Afetados. O município decretou emergência por causa das chuvas no dia 12 de janeiro, segundo o boletim da Defesa Civil Estadual. As últimas cidades que entraram nesta situação foram Boa Esperança, Natércia e Piedade do Rio Grande. De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado na manhã desta quarta-feira, 2, são 160 os municípios afetados pelas chuvas.

 

Ainda segundo o balanço da Defesa Civil, em todo o Estado, 1.354.541 pessoas foram afetadas de alguma maneira pelos temporais, que deixaram 17.760 desalojados, que estão na casa de parentes ou amigos, e 3.4565 desabrigados, que perderam tudo e ocupam abrigos públicos, desde outubro de 2010. Apenas em janeiro, 63 cidades decretaram situação de emergência. Ainda não há nenhum município do Estado que tenha registrado situação de calamidade pública.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.