Chuva ajuda a encher lago da Aclimação

Dos 78 milhões de litros de sua capacidade total, 75 milhões já foram repostos; lodo ainda não tem prazo para ser retirado, mas odor melhorou

Daniel Gonzales, O Estadao de S.Paulo

12 de março de 2009 | 00h00

Dezoito dias depois de perder toda a água por causa de uma falha no sistema regulador de nível e virar um poço de lama, o lago do Parque da Aclimação, na zona sul, está praticamente cheio novamente. Depois do esvaziamento, a Prefeitura projetava encher o lago em cerca três semanas.Segundo a Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente, as chuvas dos últimos dias na capital deram uma forcinha às três minas e à água do Córrego Pedra Azul, vizinho do local, desviado para o lago para ajudar no enchimento. O local já recuperou cerca de 75 milhões de litros de água, dos 78 milhões de sua capacidade total. O volume equivale a 30 piscinas olímpicas cheias.Na tarde de ontem, faltavam poucos centímetros para a água atingir o nível máximo - os tubos na estrutura de concreto (vertedouro), que serve para manter o lago estável.Os tubos, que foram construídos pela Épura, empresa de engenharia contratada emergencialmente pela Prefeitura, agirão como "ladrões" de uma caixa d?água comum, dispensando pela rede de águas pluviais um possível excesso das chuvas no lago.No dia 23 de fevereiro, o vertedouro não aguentou a pressão e se rompeu depois de uma tempestade, esvaziando o lago em menos de uma nora. Até agora, o conserto custou R$ 160 mil.MESMA COR, MENOS CHEIROO lago continua com a mesma cor esverdeada que tinha antes do esvaziamento e está com aspecto de sujo. A Prefeitura optou por encher o local sem remover o lodo e a sujeira existentes no fundo, limpeza que só deve ocorrer daqui a um ano. Porém, o antigo odor forte, segundo frequentadores do parque, está menos intenso. "Melhorou bastante, porque essa água veio limpa", opina a professora Esther de Barros, de 46 anos, que passeava pelo parque com a filha.A limpeza, de acordo com a SVMA, será feita apenas bem depois do enchimento completo, porque a remoção do lodo exige sua diluição em água para posterior desidratação e transporte.

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