Chuva alaga novo planalto

Reforma consumiu um ano e cinco meses de obra, custou R$ 103 milhões e não tem agradado

Tânia Monteiro BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2010 | 00h00

A chuva do fim da tarde de ontem na capital federal alagou o subsolo do Palácio do Planalto. Uma das salas, onde funciona a telefonia e comunicações, na saída dos elevadores do prédio principal, foi totalmente tomada pela água da chuva e os funcionários levaram mais de uma hora tentando limpar o local, sem sucesso. "A água está jorrando pelas tomadas", comentou um dos funcionários.

O serviço médico, que também funciona no subsolo, precisou ser fechado. Na parede da sala a água escorria como uma cascata. Ao tentarem acender a luz ocorreu um curto circuito, com faíscas saindo das tomadas. Tudo ficou no escuro. O gerador foi acionado, mas desligado depois.

Também houve problemas no quarto andar do Planalto, onde fica a Casa Civil, mas de menor intensidade. O Palácio do Planalto acabou de passar por uma grande reforma, que consumiu um ano e cinco meses de obra, ao custo de R$ 103 milhões.

A reforma, no entanto, não tem agradado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já reclamou do ar condicionado gelado demais, das paredes trincadas - algumas até com buracos - e da luz que apaga sozinha, apesar dos sensores que não acendem quando deveriam acender.

De acordo com informações da Casa Civil, a empresa responsável pela obra, Porto Belo, foi acionada pelo Exército, que é o administrador da obra. Pelo contrato, a empresa é obrigada a fazer os reparos para consertar os estragos. O presidente Lula não estava no Planalto quando parte do prédio foi alagado.

Inauguração. Lula passou o dia em São Paulo, mas era esperado às margens do Rio Ribeira do Iguape, na cidade de Eldorado, onde participaria da inauguração oficial da Ponte de Ivaropunduva - promessa de sua campanha à Presidência em 1993.

A chuva que inundava o local impediu que o helicóptero se aproximasse. Cerca de 500 pessoas compareceram às tendas armadas para receber a comitiva. Decepcionadas, algumas pessoas vaiaram ao saber que Lula não apareceria.

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