WERTHER SANTANA/ ESTADÃO CONTEÚDO
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Chuva atinge Grande BH, arranca asfalto, destrói lojas e faz mais um morto

Segundo autoridades da capital, em apenas três horas choveu 175,6 milímetros na região central - metade do esperado para o mês inteiro

Pablo Pereira, enviado especial a Minas Gerais

29 de janeiro de 2020 | 09h48

BELO HORIZONTE - A forte chuva que atingiu Belo Horizonte e a região metropolitana entre a noite desta terça-feira, 28, e a madrugada desta quarta, 29, causou destruição e mais uma morte, passando para 53 o número de pessoas que morreram, desde o início dos temporais, na quinta-feira passada. Mais de 30 mil mineiros estão desabrigados.

Segundo autoridades da capital, em apenas três horas choveu 175,6 milímetros na região central - metade do esperado para o mês inteiro.

A morte foi registrada em Nova Lima, onde houve o desabamento de uma casa.  

Em Belo Horizonte, a força das águas arrancou o asfalto e destruiu carros e lojas na região da Praça Marília de Dirceu e arrancou a canalização, abrindo uma cratera e interditando a Avenida Tereza Cristina, por onde passa o Ribeirão Arrudas.

No temporal da semana passada, a região onde há a canalização do Ribeirão Arrudas também foi afetada. Duas vigas de concreto foram derrubadas pela força da correnteza, colocando em suspeita a realização da obra que cobriu o rio. Outras três vigas foram danificadas, mas não chegaram a cair.

A cobertura de cursos d'água é criticada por especialistas em meio ambiente e urbanismo em todo o mundo há pelo menos 20 anos. No caso de Belo Horizonte, existe inclusive a possibilidade de estouro da estrutura.

Com o fechamento do ribeirão, a correnteza, em períodos de chuva forte, faz com que a água seja jogada para fora do leito na transição da parte a céu aberto para a coberta. A Avenida Tereza Cristina, que margeia o Arrudas, é uma das vias constantemente fechadas para o trânsito em períodos de chuva forte.

As chuvas fizeram com que o Estado decretasse situação de emergência em 101 cidades. Outros 20 municípios também declararam situação de emergência e outros três de calamidade pública.

A Defesa Civil de Minas Gerais aconselha os moradores a deixarem as casas de áreas perigosas.

 

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