Wilton Júnior/AE
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Chuva atrapalha dia sem carro; cariocas não sentem diferença

Transporte público não teve demanda maior de usuários, segundo empresas; prefeito foi trabalhar de bicicleta

Agência Brasil,

22 de setembro de 2009 | 15h39

Alguns cariocas deixaram o carro na garagem nesta terça-feira, 22, Dia Mundial Sem Carro, mas o impacto não foi tão sensível para quem saiu de casa nos horários em que as ruas apresentam maior movimento. A chuva que atinge o Rio segunda-feira e a falta de ciclovias atrapalharam os planos da prefeitura, que organizou diversos eventos por toda a cidade para estimular a população a usar bicicletas.

 

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Mesmo sob chuva fina, o prefeito Eduardo Paes (PSDB) saiu de bicicleta da residência oficial na Gávea Pequena, no Alto da Boa Vista, com destino ao trabalho no Palácio da Cidade, em Botafogo, zona sul da cidade.

 

De acordo com a Coordenadoria de Vias Especiais (CVE) da prefeitura do Rio, a movimentação foi normal, sem reduções perceptíveis na Avenida Brasil, via expressa que liga a zona oeste ao centro da cidade, na Linha Vermelha, que liga os municípios da Baixada Fluminense também ao centro, e nos principais túneis.

 

Para garantir que os usuários de trens não precisassem esperar muito tempo caso houvesse aumento na procura, a Supervia, concessionária responsável pelo meio de transporte, disponibilizou 100% de sua frota. Mas, de acordo com a assessoria de imprensa da companhia, não foi preciso fazer alterações no esquema porque pelo menos até o fim da manhã não foi verificado aumento da demanda.

 

A concessionária Metrô-Rio também montou esquema especial, aumentando o número de composições e reduzindo os intervalos entre as partidas, mas a assessoria de imprensa da empresa não soube informar se o número de passageiros havia aumentado durante a manhã.

 

População

 

O advogado Pedro Carvalho, que costuma fazer o trajeto Barra da Tijuca-centro em aproximadamente 1 hora e 40 minutos contou que nesta terça levou menos tempo. "Ainda havia muitos carros na rua, mas levei alguns minutos a menos do que ontem, por exemplo, quando saí mais cedo de casa e cheguei mais tarde ao trabalho", afirmou.

 

Já o segurança Tiago Barros não sentiu diferença e gastou o mesmo tempo que costuma levar diariamente para percorrer de ônibus o trajeto entre Bangu, na zona oeste, e o centro da cidade: uma hora e meia. "Não sei se em algum lugar da cidade essa campanha fez diferença, porque eu não vi nada. Peguei o mesmo engarrafamento de todos os dias", disse.

 

Para marcar a data, a prefeitura também promove, durante todo o dia, uma série de eventos culturais e educativos destacando a importância de repensar o uso do automóvel como meio de transporte nas grandes cidades.

 

A Companhia de Engenharia do Tráfego (CET-Rio) determinou a redução do limite de velocidade de 32 ruas secundárias do bairro de Copacabana, que passou a ser de 30 quilômetros por hora, e proibiu o estacionamento de veículos em diversas ruas do centro. Além disso, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) instalou equipamentos para monitorar a qualidade do ar em dois pontos do centro.

 

O Dia Mundial Sem Carro é um movimento iniciado na Europa há 11 anos. A ideia da campanha é que, uma vez por ano, as pessoas deixem seus veículos em casa e utilizem o transporte público ou mesmo alternativo. A iniciativa ocorre simultaneamente em 1.500 cidades de todo o mundo.

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