Chuva danifica primeira siderúrgica do Brasil

O patrimônio histórico brasileirosofreu mais uma baixa. As últimas chuvas causaram a queda dotelhado da Segunda Oficina de Refino, um dos prédiosremanescentes da Real Fábrica de Ferro, a primeira siderúrgicabrasileira, em Iperó, região de Sorocaba. A madeira apodreceu eparte das telhas veio abaixo. O prédio, de 1840, faz parte doconjunto de fundições construídas pelo engenheiro austríacoFrederico Guilherme de Varnhagen para fabricar, entre outraspeças, canhões. Outras instalações históricas da antiga fábrica,reconhecida pela Associação Mundial de Produtores de Aço, nosEUA, como marco da siderurgia no mundo, correm grande risco decair. A Terceira Oficina de Refino, inaugurada em 1886 por d.Pedro II, perdeu as telhas e está com a trama de madeiraexposta. A Fábrica de Armas Brancas, uma imensa construção depedras de cantárida de 1865, tem infiltrações. No prédio de2.486 m² foram feitas as armas usadas pelo Exército brasileirona Guerra do Paraguai. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos RecursosNaturais Renováveis (Ibama), que tem a guarda dos remanescentes,está fazendo aquela que pode ser a última tentativa de salvar opatrimônio. Os bens estão em área transformada na FlorestaNacional de Ipanema (Flona), administrada pelo Ibama. As noveprincipais siderúrgicas brasileiras - Alcan, Alcoa, CBA, Cosipa,CSN, Grupo Gerdau, Metal Leve, Belgo Mineira e Companhia Vale doRio Doce - receberam um dossiê com um apelo para que se unam afim de recuperar a memória do ferro e do aço no Brasil."Acreditamos ser possível formar um pool e patrocinar arecuperação de Iperó", disse a administradora da Flona, OféliaGil Willmersdorf. Também precisam de intervenção os primeirosaltos-fornos do Brasil e a Represa de Hedberg, de 1811. História - Faz parte do plano a recuperação da Casa daGuarda, de 1835, que serviu como prisão. Para entrar no prédio épreciso transpor o pórtico de ferro, fundido para comemorar oprimeiro aniversário da maioridade de d. Pedro II. "Aqui tudo éhistória", diz a jornalista Janete Gutierre. Em arquivos, elaviu informações sobre o tratamento dado aos escravos em Ipanema."Eles eram técnicos treinados, recebiam pelos serviços extras evestiam-se bem, embora não pudessem sair de Ipanema." A floresta está aberta a visitação. Informações pelotel. (0xx15)266-9099

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