Chuva deixa Campos do Jordão em estado de emergência

A situação continua grave em Campos do Jordão. O índice pluviométrico acumulado dos últimos três dias atingiu 123 milímetros cúbicos e na tarde de hoje técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e Defesa Civil se reuniram por mais de seis horas para avaliar a situação do município. A situação é grave principalmente nos nove bairros onde há riscos de deslizamentos e desabamentos. Nestes locais a maioria das construções é de madeira e alvenaria. O município tem cerca de mil famílias morando em casas e barracos construídos em morros, que encharcados de água apresentam risco iminente de desabarem. De manhã, os técnicos vistoriaram os bairros mais prejudicados pelas chuvas. "Fomos buscar evidências como rachaduras, trincas, deslocamentos de terra, para que ações preventivas sejam tomadas", afirmou Agostinho Ogura, técnico do IPT. Integrantes da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil também foram ao município para ajudar no monitoramento das áreas. "A tendência natural é que haja mais deslizamentos e escorregamentos e diante disso a nossa maior preocupação é amparar vidas", afirmou a Tânia Mara Borges, coordenadora da Defesa Civil Estadual. De manhã, pessoas foram removidas para um ginásio da prefeitura. A solução para as cerca de mil famílias que moram em áreas de risco seria a construção de casas em áreas planas. "Estamosautorizados pelo governo estadual a construir 600 casas, mas não encontramos área para isso, já que Campos do Jordão é muitomontanhoso", afirmou o prefeito Lélio Gomes (PSDB). Em Aparecida foi decretado hoje à tarde estado de alerta máximo. A chuva dos últimos três dias atingiu 190 milímetros cúbicos. No município sete mil pessoas moram em nove bairros que apresentam riscos de deslizamentos. Ontem à tarde doze pessoas foram removidas de suas casas para abrigos da prefeitura. "A gente constrói com tanto suor e acontece isso", disse emocionado o pedreiro José Onório da Silva, que perdeu sua casa.

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