LÚCIO TÁVORA/AGÊNCIA A TARDE/
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Chuva derruba teto de camarote em Salvador

Houve acúmulo de água em pontos do tecido que fazia a cobertura do espaço; segundo assessoria, não havia mais pessoas no local

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2015 | 11h07




Atualizado às 16h07

SALVADOR - Um dos maiores e mais concorridos camarotes do carnaval de Salvador deste ano, o Camarote Bar Brahma, instalado no Circuito Dodô (Barra-Ondina), não vai mais abrir as portas para os foliões. Depois que um temporal causou o queda do teto da estrutura, que abrigava 3 mil pessoas por noite, na madrugada de hoje, a organização do espaço, em conjunto com a Defesa Civil e o Departamento de Polícia Técnica, decidiu encerrar as atividades do camarote. A desmontagem da estrutura começou a ser feita já nesta segunda-feira.

Segundo os organizadores, os foliões que já têm ingressos para o espaço para acompanhar os desfiles de trios na segunda e na terça-feira podem trocá-los por entradas em outros camarotes ou pedir reembolso - que será feito após o carnaval.

Segundo a assessoria do camarote, o colapso da estrutura que sustentava o teto do espaço ocorreu por volta das 5 horas, por causa de acúmulo de água em pontos do tecido que fazia a cobertura. O equipamento caiu sobre a área de onde os foliões têm visão panorâmica dos desfiles de trios, mas não havia mais foliões no local no momento do acidente.

E o recado para quem espera por barateamento generalizado dos imóveis é claro: não se anime. O segmento imobiliário aposta na manutenção do ritmo de alta média do custo do metro quadrado no Brasil em 2014 - de 6,7%, de acordo com o índice FipeZap, pouco acima da inflação de 6,4% do período. 

“Existe um estoque realmente razoável, mas não o suficiente para derrubar o nível atual dos preços”, afirma Viktor Andrade, sócio da Ernest & Young para transações no mercado imobiliário na América do Sul. Ou seja, serão necessárias pesquisas e paciência para fisgar as tais boas ofertas esperadas pelos analistas. 

Num cenário de estagnação ou mesmo recessão econômica, como o que se desenha para a economia brasileira em 2015, Andrade diz que comprar casas térreas ou apartamentos usados não será bom negócio. 

De acordo com o analista, esses imóveis costumam ser a salvaguarda de renda das populações em tempos de crises econômicas, como este. Nessas condições, quem tem imóveis deve preferir alugá-los, para assegurar algum rendimento, ou, caso opte pela venda, o que é pouco provável, pedir alto para se desfazer da moradia.

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