Chuva forte atrapalha resgate de van soterrada no Metrô

A forte chuva que começou por volta das 3 horas da madrugada desta quinta-feira e o acúmulo de lama atrasaram a operação de resgate da van soterrada na canteiro de obras da futura Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô, segundo informações do Corpo de Bombeiros. A previsão é que ela seja retirada ainda nesta quinta-feira.A equipe de resgate colocou plásticos pretos no local para conter a água e poder continuar o trabalho. Diante das dificuldades, o Corpo de Bombeiros ainda estuda a melhor maneira para retirar o microônibus. Durante a madrugada, as buscas foram lentas, mas não foram suspensas. O resgate tenta tirar a van pelo túnel do Metrô, porém não descarta a hipótese de retirá-la por cima da cratera que foi aberta na última sexta-feira, 12.Os bombeiros esperavam retirar a van na tarde de quinta-feira, porém a quantidade de terra e concreto em volta do veículo dificultam os trabalho de resgate. Depois da retirada da van, uma nova varredura será feita no local do acidente para que cães farejadores possam verificar a presença de outras vítimas, já que os bombeiros trabalham em busca de três pessoas, sendo que outros três corpos já foram retirados do local. Porém, familiares do office-boy Cícero Augustino da Silva informaram a equipe de resgate que ele está desaparecido desde a tarde de sexta-feira e pode ser uma das vítimas do desmoronamento de sexta-feira.Durante a madrugada de quarta-feira, o corpo de Francisco Sabino Torres, de 47 anos, motorista que trabalhava no Consórcio Via Amarela, foi encontrado no local do acidente. Ele foi a terceira vítima a ser resgatada no local; no fim da tarde de terça-feira, 16, os bombeiros resgataram o corpo da advogada Valéria Alves Marmit, de 37 anos. Ela estava dentro da van que passava pela Rua Capri e caiu na cratera aberta na sexta-feira.A primeira vítima encontrada foi Abigail Rossi de Azevedo, aposentada de 75 anos, que ia em direção à estação da CPTM de Pinheiros pela Rua Capri quando aconteceu o acidente na região. O marido a esperava na estação de trem para levá-la para casa, depois de uma consulta médica.Fotógrafos detidosNa noite de quarta-feira, quatro fotógrafos, dois deles do Estado, que trabalhavam para jornais de São Paulo foram detidos na Rua Capri. Eles faziam fotos de um prédio abandonado no local quando foram advertidos por homens do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para que saíssem do local, que corre risco de desabamento.Encaminhados ao 91º Distrito Policial, próximo ao Ceagesp, tiveram de assinar um Termo Circunstanciável (TC) por conta de desobediência, mas foram liberados logo em seguida. Esta matéria foi alterada às 7h52 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

18 de janeiro de 2007 | 07h30

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