Luiz Chaves/Palácio Piratini/Divulgação
Luiz Chaves/Palácio Piratini/Divulgação

Chuva leva Ministério da Integração a enviar equipe ao RS

Número de afetados pelos temporais continua aumentando por causa das consequências das cheias dos principais rios do Estado

Gabriela Lara, O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2015 | 16h05

PORTO ALEGRE - O Ministério da Integração enviou nesta terça-feira, 13, uma equipe para acompanhar a situação das chuvas no Estado do Rio Grande do Sul, que já contabiliza 49.228 atingidos pelos temporais. A chuva dá uma trégua no Rio Grande do Sul nesta terça, mas o número de pessoas afetadas continua aumentando por causa das consequências das cheias dos principais rios do Estado. 

Quase 10 mil pessoas tiveram que deixar suas casas - 4.164 estão em abrigos e outras 5.775 estão desalojadas, recorrendo à ajuda de parentes e amigos. O Ministério da Integração Nacional enviou uma equipe para acompanhar a situação. O número de pessoas prejudicadas praticamente dobrou em um dia - na manhã desta segunda-feira, a Defesa Civil Contabilizava 24.443 cidadãos afetados.

Em nota publicada nesta terça-feira, o Ministério da Integração Nacional informou que o responsável pela pasta, Gilberto Occhi, disponibilizou ao governador José Ivo Sartori (PMDB) a assistência da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), que enviou técnicos ao Estado para acompanhar a Defesa Civil estadual no levantamento das demandas municipais.

A nota também afirma que A Sedec já pediu o apoio do Exército Brasileiro no auxílio às populações atingidas. O Rio Grande do Sul deve enviar ainda nesta quarta o pedido para que o governo federal reconheça da situação de emergência das cidades atingidas, o que permitirá a liberação de verbas e o envio de material de ajuda humanitária. Conforme a assessoria de imprensa do Palácio Piratini, existe a possibilidade de que seja feito um decreto coletivo de emergência. 

Nas últimas 24 horas, Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, foi acrescentado à lista de municípios atingidos. Agora, são 47 as cidades castigadas pelas chuvas e pela queda de granizo desde a ultima quarta-feira. O volume de água dos rios e lagos continua sendo motivo de apreensão para as autoridades gaúchas.

Na segunda-feira, o Guaíba - que banha Porto Alegre e alguns municípios próximos - passou dos 2,83m, nível registrado na enchente de 1967. Com isso, chegou à maior marca desde 1941, quando o bateu 4,76m e inundou parte do centro histórico da capital gaúcha. Como medida de segurança, na segunda a Prefeitura fechou as 14 comportas do sistema de proteção de cheias do Cais Mauá.

Nesta terça, o nível do Guaíba iniciou uma nova curva de baixa, mas a situação está sendo monitorada com atenção. A Defesa Civil informou que, dos sete principais rios e lagos do Estado, cinco estão com água acima do nível de alerta. Um dos rios com nível superior à normalidade é o Jacuí, principal afluente do Guaíba.

De acordo com a previsão do tempo, o Rio Grande do Sul deve ter novas precipitações a partir desta quarta-feira. As chuvas também danificaram estradas em diversos pontos e deixaram moradores sem luz em algumas regiões. 

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