Chuva mata mais 3 na Grande SP

Duas cidades declararam emergência

, O Estadao de S.Paulo

10 Fevereiro 2009 | 00h00

Os municípios de Franco da Rocha e de Campo Limpo Paulista, na Grande São Paulo, amanheceram ontem debaixo de lama, após as fortes chuvas que atingiram as cidades anteontem e decretaram estado de emergência. Uma menina de 13 anos, Ana Cristina da Silva Cunha, morreu soterrada por causa de um deslizamento na casa onde estava, no Parque Internacional, em Campo Limpo Paulista. Outra casa na beira de uma encosta também foi soterrada, matando Francisco Horácio Silva, de 60 anos, e Cosme de Araújo Silva, de 37. Eliezer Viana de Souza, de 26 anos, está desaparecido. Toda a cidade foi prejudicada pela inundação do Rio Jundiaí. Apenas no domingo choveu 140 milímetros em uma hora. Em janeiro, o volume total da chuva foi de 200 milímetros. Veja os pontos críticos e saiba evitar danos em enchentes Em Franco da Rocha, o Rio Juquery, que atravessa o centro da cidade, transbordou e causou enchente em diversas ruas. Carros foram arrastados e casas foram interditadas pela Defesa Civil. De acordo com a prefeitura, não havia desabrigados, uma vez que parentes e vizinhos acolheram as pessoas que foram obrigadas a sair das casas. A estação de tratamento de água da Sabesp ficou inundada. Ela abastece os municípios de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista e cerca de 200 mil pessoas foram afetadas. A água subiu cerca de 1 metro, danificando equipamentos, móveis, computadores e documentos. Os equipamentos do laboratório inaugurado em dezembro ficaram inutilizados. A previsão de normalização do fornecimento de água é amanhã após o meio-dia, se não chover. Caso contrário, os serviços terão de ser suspensos. "Pretendemos reconstruir hoje (ontem) o conjunto de 13 bombas que ficou queimado", diz Mario Eduardo Pardini Affonseca, superintendente das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Em Campo Limpo Paulista, 20 caminhões-pipa foram contratados para levar água para creches, escolas, hospitais e postos de saúde. As aulas na rede municipal foram suspensas e as escolas vão disponibilizar água para higiene pessoal e alimentação dos moradores. A chuva também deixou a cidade ilhada. A circulação de trens entre as Estações Botujuru e Jundiaí, na extensão da Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato), só foi restabelecida ontem nas duas vias. Na casa do motorista Sérgio Paulo Lucas Júnior, de 28 anos, a lama cobriu todos os cômodos. Ele mora a 150 metros do Rio Jundiaí e diz que até então a água do rio nunca tinha atingido sua rua. Como ele estava trabalhando em São Paulo, não teve tempo de retirar os móveis. "Quando cheguei, vi que tinha perdido tudo. Me deu um desespero", diz.

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