Chuva no Rio deixa 44 mortos e 2 mil desabrigados

A Defesa Civil estadual do Rio de Janeiro e algumas prefeituras contabilizaram 44 mortos e mais de 2 mil desabrigados pelas fortes chuvas que atingiram o Estado entre a noite de domingo e o fim da manhã da véspera de Natal. O maior número de vítimas foi em Petrópolis, cidade da Região Serrana que ficou isolada por causa da queda de barreiras nas estradas e onde 26 pessoas morreram e pelo menos 600 ficaram sem casa. O segundo município mais atingido foi Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde houve oito mortos e 250 desalojados. Até o início da tarde, na capital eram cinco vítimas fatais.Em Petrópolis, onde foi decretado estado de calamidade pública, temia-se que houvesse mais mortos, já que pelo menos 50 pessoas eram dadas como desaparecidas. Segundo o prefeito Rubens Bontempo, havia 100 feridos, dos quais 22 foram internados, quatro em estado grave. Ele informou que as chuvas na cidade chegaram a 250 mm cúbicos, mais que em 1988, quando o volume foi a 220 mm, e 64 pessoas morreram. Somente no fim da manhã foi liberado o trânsito da Rio-Petrópolis, em meia pista."A situação é muito complicada", resumiu o governador Anthony Garotinho (PSB), que levou uma hora e vinte minutos para chegar de helicóptero a Petrópolis. Garotinho disse esperar que o governo cumpra a promessa de liberar verbas. "Em 2000, quando ocorreu uma situação inferior a esta, o governo se comprometeu a liberar R$ 7 milhões e não foi liberado nada até agora." O ministro da Integração Nacional, Nei Suassuna, informou que o governo federal liberará recursos para a recuperação das estradas e das cidades mais atingidas. Ele afirmou que cada município atingido fará um levantamento dos danos e a partir disso o governo federal analisará quanto o Estado receberá. Também houve mortes em Paracambi (duas) e Niterói (três). Em Duque de Caxias, a Defesa Civil municipal informou que, além dos oito mortos, pelo menos 250 pessoas ficaram desalojadas. Os pontos mais atingidos do município foram as localidades de Imbariê, Saracuruna, Capivari e Xerém, áreas nas quais a água, que em alguns pontos chegou à altura da cintura, tomou ruas e invadiu casas. Refúgio - Muita gente se refugiou da enchente nos telhados.O governador responsabilizou as prefeituras das áreas atingidas pelas vítimas em áreas de risco. "As prefeituras têm que ter mais rigor, mais responsabilidade com essas situações, e impedir", defendeu.Na capital, o coordenador da Defesa Civil municipal, coronel-bombeiro João Carlos Mariano, disse que o maior número de ocorrências foi registrado na Ilha do Governador, Pavuna, zona oeste, sobretudo Santa Cruz, e Ramos, Penha e Jacarepaguá. Ele afirmou que o órgão continuava em alerta.O Instituto Nacional de Meteorologia informou que a frente fria estava sobre o litoral dos Estados do Rio e do Espírito Santo, afastando-se da costa. "A tendência é ter chuvas isoladas, por conta das nuvens que ficaram ainda e da temperatura alta, mas chuvas rápidas, de verão mesmo", disse o metereologista Almerino Marinho.

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