Chuva provoca deslizamento e morte em Teresópolis

A chuva quase permanente dos últimos dois dias provocou uma morte, prejuízos e deixou o Estado do RJ em alerta. Até o fim da tarde desta terça a Defesa Civil do Estado havia recebido 139 chamados. Em Teresópolis, na Região Serrana, uma mulher morreu nesta madrugada, vítima de um deslizamento de terra.Maria Lúcia da Mota Souza, de 55 anos, e o marido, José Cristo de Souza, de 59, dormiam em casa, no bairro Meldon, em Teresópolis, quando uma barreira deslizou durante a madrugada, soterrando a residência do casal. Ferido, o marido foi resgatado por bombeiros e levado para o hospital municipal. A mulher morreu. Agentes da Defesa Civil interditaram três casas vizinhas, pois há risco de novos deslizamentos. Houve outras quedas de barreiras em outros bairros da cidade, sem feridos graves.Na capital fluminense, a chuva atrapalhou o trânsito e provocou acidentes. Pela manhã uma das pistas da Estrada Velha da Tijuca foi parcialmente interditada por causa da queda de um muro no Alto da Boa Vista, na zona norte do Rio. Várias pedras rolaram a encosta e foram retiradas durante o dia pelo Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido.No meio da tarde de hoje uma árvore de 15 metros caiu, interditando a Estrada do Gabinal, em Jacarepaguá, na zona oeste. Também não houve feridos, mas o fluxo de automóveis só foi normalizado após a retirada dos troncos pelos bombeiros. A queda de uma árvore também interditou por alguns minutos parte da pista da Rodovia Amaral Peixoto, que dá acesso à Região dos Lagos. Nenhum veículo foi atingido.Duque de CaxiasA chuva também castigou o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O Rio Saracuruna transbordou e alagou várias casas no bairro Vila Urussaí. A dona de casa Sandra Helena Alves, de 50 anos, que teve seu barraco inundado, reclamou."Não agüento mais viver assim. Minha filha nem foi ao colégio. Ela está ilhada em cima da cama", disse ela, chorando."As roupas e o colchão estão molhados. De tanta raiva, joguei uma gaveta fora. Tem até arroz no chão. Um gato e um coelho que vivem aqui no quintal morreram afogados. É triste", afirmou Sandra, enquanto mostrava os estragos para a reportagem.Levando o filho Lucas, de 4 anos, de bicicleta para o colégio, em meio às poças d´água, Adriana Vale, de 23, contou que ficou com medo de ter sua casa inundada. "A água invadiu meu quintal, mas parou por aí, graças a Deus. Toda vez que chove é a mesma coisa e ninguém toma providência."FrioA madrugada desta terça foi a mais fria do ano no Rio, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os termômetros marcaram 16 graus no Alto da Boa Vista, zona norte da cidade. As madrugadas deverão continuar frias ao longo desta semana, prevê a empresa Climatempo. Na quinta-feira, a expectativa é que faça 15 graus. Já durante o dia, o calor volta, por conta da chegada de uma massa de ar seco ao Rio.Na zona sul do Rio, o mar continuou agitado hoje por causa da ressaca que, desde segunda, gera ondas de até três metros de altura. No Arpoador, a faixa de areia diminuiu drasticamente, revelando ontem algumas pedras que antes ficavam invisíveis aos banhistas junto ao calçadão da Avenida Vieira Souto.Alheio à força das ondas, o turista francês Laurent Acrivie aproveitou a trégua da chuva para curtir a Praia de Ipanema com a mulher e os cinco filhos, que se aventuraram no mar, contra a recomendação dos bombeiros."Estou achando um belo espetáculo. Estamos só na parte rasa, sem aventuras. Para um francês, a praia está ótima", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.