Chuva provoca duas mortes no Rio; no ES, um fica desaparecido

Deslizamento de barreira provocou desabamento de três casas em Petrópolis; em Linhares, ponte desabou

Clarissa Thomé e Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2009 | 21h50

Duas pessoas morreram e três ficaram feridas no desabamento de três casas no bairro Quitandinha, em Petrópolis, na região serrana. A cidade tem sido atingida pelas chuvas nos últimos dias, mas na manhã desta segunda-feira, 19, houve um temporal que provocou o deslizamento de uma barreira, na Rua Minas Gerais. No Espírito Santo, uma pessoa está desaparecida e duas ficaram levemente feridas na queda da ponte Getúlio Vargas, em Linhares. Veja também:Defesa Civil alerta para temporais em 13 Estados e DFParaty estima prejuízo de R$ 20 milhões com as chuvas  Todas as notícias sobre vítimas das chuvas    Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil trabalharam para resgatar as vítimas do desabamento em Petrópolis - pelo menos oito pessoas ficaram soterradas. As três casas eram da mesma família e os moradores também ajudaram no socorro. Numa das residências, uma mulher e uma criança, de cerca de 7 anos, ficaram soterradas e foram retiradas já sem vida. Os nomes não haviam sido divulgados até as 18 horas.  Três crianças foram levadas para hospitais da região. As outras foram atendidas em ambulâncias dos bombeiros e levadas para a casa de parentes. Em Nova Friburgo, também na Região Serrana, uma casa foi soterrada, mas ninguém ficou ferido. Ponte Em Linhares, no Espírito Santo, parte da ponte sobre o Rio Doce desabou por volta das 6h45. De acordo com o Corpo de Bombeiros, pessoas que caminhavam pela Ponte Getúlio Vargas ouviram um forte estrondo e presenciaram o desabamento de 300 metros da estrutura. Apesar de interditada a veículos e pedestres, a via era usada para caminhadas e práticas esportivas por vários moradores da cidade. Testemunhas disseram que cinco pessoas caíram. "A causa do desabamento ainda será apurada, mas percebemos que o rio está com o volume d'água acima do normal. Isso pode ter abalado a estrutura da ponte", afirmou o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Linhares, Mauro Pedreira. Nesta segunda, os mergulhadores fizeram buscas, mas até o início desta noite nenhum corpo havia sido encontrado. A corporação informou que apenas a família da manicure Devanir Farias de Souza, de 43 anos, procurou as autoridades para noticiar o desaparecimento dela, mas não descarta a possibilidade da existência de outras vítimas.  Entre os feridos, Marcinete de Souza, de 24 anos, conseguiu se segurar em um dos pilares da ponte e foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros alguns minutos depois da queda. Um homem filmou o desespero dela com um telefone celular. Marcinete sofreu arranhões leves. A professora Joventina Moreira, de 46 anos, sofreu um estiramento na panturrilha ao correr para escapar do desabamento. Ela afirmou que viu passeando sobre a ponte na hora do acidente pelo menos uma mulher com o filho pequeno e dois cachorros, além de um menino aparentando 13 anos na ponte pouco antes da queda. Inaugurada em 1954, a ponte foi interditada 37 anos depois, com a construção de uma ponte paralela. Os esportistas nunca respeitaram o bloqueio. Após a tragédia, o prefeito de Linhares, Guerino Zanon, e o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Élio Bahia, trocaram acusações sobre a responsabilidade de fiscalizar a interdição da via. A Prefeitura de Linhares estudava transformam a ponte em uma área de lazer com uma pequena academia de ginástica.

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