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Chuvas causam 72 pontos de alagamento em São Paulo

As chuvas que atingiram a cidade na manhã e na tarde desta terça-feira provocaram 72 pontos de alagamento e o segundo maior índice de lentidão no trânsito do ano - com um pico de 146 quilômetros registrado às 10 horas.Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a marca normal do horário está entre 70 e 80 quilômetros. As regiões sul, oeste, leste e sudeste entraram em estado de atenção pela manhã. O Córrego do Ipiranga, na zona sul, transbordou. As chuvas começaram à 1h50 e se intensificaram a partir das 6 horas.Somente no fim da manhã começaram a diminuir. Mas em alguns pontos continuou a chover à tarde - embora com menos intensidade. O índice pluviométrico médio da cidade foi de 29,9 milímetros. Pela manhã, moradores da região da Avenida Ricardo Jafet, às margens do Córrego do Ipiranga, foram surpreendidos pela água, que subiu com rapidez. A feira livre que funciona às terças-feiras no local foi suspensa.Os moradores apontam as obras no Córrego Ipiranga como responsáveis pelo transtorno. "Desde que essa obra começou é assim", disse a dona de casa Rosália da Silva. Na esquina da Ricardo Jafet com a Rua Peaçaba, Emídio Vítor da Silva Filho temia que a água entrasse mais uma vez na sua oficina de funilaria e pintura.Da última vez que viu a água subir com intensidade, ele teve de se responsabilizar pelos carros que estavam em sua oficina. Em seguida, a exemplo de outros moradores, construiu comportas e muros para tentar evitar a água. "Por que não terminam logo a obra no córrego?"Como outros lojistas da Avenida Ricardo Jafet, o comerciante José Serafim Caetano tentava limpar a lama e tirar da frente de sua loja o lixo que se acumulou com a chuva. "Até um tubo de televisão apareceu aqui", comentou. A Secretaria de Infra-Estrutura Urbana (Siurb) informou que as obras não estão paralisadas, mas aguardando as desapropriações necessárias. O trabalho deve terminar em 2004.Entre as causas dos alagamentos estariam problemas na captação das águas por bocas-de-lobo e galerias. Segundo o vereador Roberto Tripoli (PSDB), o orçamento aprovado pela Câmara para conservação e limpeza de canais, galerias, córregos e bocas-de-lobo é menor este ano do que em 2001.O gasto também vem diminuindo. No ano passado, foram usados R$ 27,6 milhões (ou 49% da verba aprovada). Este ano, até outubro, segundo Tripoli, foram gastos R$ 17,5 milhões (a metade do total orçado). "Para as enchentes não existe dinheiro, mas para a propaganda tem", diz o vereador.O secretário de Subprefeituras, Jilmar Tatto, negou que a Prefeitura tenha deixado de investir nessa área. "É preciso olhar o quanto estamos gastando no combate à enchente. Ele não inclui nessa observação, por exemplo, a construção de piscinões e o uso de máquinas para a limpeza."

Agencia Estado,

12 de novembro de 2002 | 21h19

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