Reprodução/TV Globo
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Chuvas causam estragos no Rio e garota de 13 anos morre em deslizamento

Após noite com tempestade, alagamentos e desabamentos, Região Metropolitana amanheceu em estado de vigilância

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

18 de janeiro de 2013 | 09h06

RIO - Após uma noite de forte tempestade, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro amanheceu nesta sexta-feira, 18, em estado de vigilância. Diversos municípios da Baixada Fluminense foram atingidos pelo temporal que durou cerca de 40 minutos e causou o alagamento de diversas ruas, além de desabamentos na região metropolitana e falta de energia em pelo menos cinco bairros do Rio. Em Niterói, uma menina de 13 anos morreu em um deslizamento após salvar outras duas crianças no Morro do Palácio, no bairro do Ingá. 

Júlia Gonçalves Damasceno, de 13 anos, trabalhava como babá de uma garota de três anos e um menino de dois, também moradores da comunidade. Essa quinta-feira, 17, foi seu primeiro dia de trabalho. Por volta das 21h, quando ela levava as crianças de volta para casa, o muro de uma encosta desabou sobre os três. A babá conseguiu proteger as duas crianças com seu corpo. Elas foram resgatadas por moradores antes da chegada do Corpo de Bombeiros e estavam com ferimentos sem gravidade.

Júlia morreu no local.  O corpo da babá foi levado para o Instituto Médico Legal de São Gonçalo, também na região metropolitana. O local do acidente foi vistoriado pela Defesa Civil e duas casas foram interditadas com risco de desabamento. Outro imóvel também foi notificado e está em observação em função dos danos na estrutura.  
 
Estragos
Os efeitos da chuva ainda eram sentidos na manhã desta sexta-feira em diversos pontos do Rio. Passageiros de um ônibus tiveram que ser resgatados de bote pelo Corpo de Bombeiros na Favela do Jacarezinho, na zona norte. O ônibus parou na Rua Viúva Cláudio, uma passagem sobre a linha do trem, que estava completamente inundada. Os bombeiros chegaram ao local por volta das 6h30 e precisaram usar botes e cordas para retirar os 20 passageiros. Ninguém ficou ferido.

O temporal também causou a interrupção no funcionamento de trens no Rio nesta manhã. Duas estações, Penha Circular e Olaria, foram fechadas na zona norte em função de inundações e lama. Por toda a cidade, no início da manhã, era possível ver o rastro de lama e lixo arrastados pelas chuvas. Tijuca, Madureira, Avenida Brasil e Benfica, na zona norte, foram as regiões mais atingidas, com imóveis alagados e ruas com água na altura do joelho. 

A chuva começou por volta das 23h de quinta-feira e durou cerca de 40 minutos. Diversas ruas ficaram alagadas em bairros da zona sul, como Botafogo, Copacabana, Catete e no Centro do Rio. Na região da Lapa, a água chegou a um metro de altura e invadiu os bares do famoso bairro boêmio. A ponte Rio-Niterói chegou a ser fechada por 15 minutos. Diversos motoristas tiveram dificuldade para retornar para casa em função dos bolsões d'água e dos congestionamentos. 

No subúrbio do Rio, três comunidades em morros tiveram sirenes acionadas para alertar os moradores para os riscos de desabamentos. Na zona oeste, o bairro de Taquara teve quatro imóveis interditados pela Defesa Civil. Segundo o órgão, entretanto, não houve registros de deslizamentos ou desabamentos na cidade durante a noite. 

Baixada
As chuvas também deixaram em estágio de alerta diversos municípios da baixada fluminense. Toda a bacia de rios da Baía de Guanabara entrou em alerta por volta das 23h por conta do risco de transbordamento. Em São João do Meriti e Nova Iguaçu, o Rio Pavuna atingiu o alerta máximo. Em Duque de Caxias, que ainda se recupera das chuvas do início do mês, o Rio Capivari também entrou em alerta. Já na Região Serrana, a chuva ficou moderada em Teresópolis e Petrópolis.

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