Chuvas deixam mais de 1,6 mil pessoas desalojadas no Paraná

Chuvas deixam mais de 1,6 mil pessoas desalojadas no Paraná

Em Campo Largo, cidade mais afetada, o telhado de um hospital foi arrancado; um homem morreu arrastado pela correnteza

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado de S. Paulo

20 Outubro 2014 | 20h01

CURITIBA  - As chuvas que caíram sobre a Região Metropolitana de Curitiba entre a noite de sexta-feira, 17, e a manhã de segunda, 20, atingiram dez municípios e afetaram 112.745 pessoas, segundo a Defesa Civil do Paraná. A Defesa Civil contabilizou quatro pessoas feridas, 1.645 desalojadas e 4.389 casas danificadas. Uma pessoa morreu. Valdemir Leal dos Santos, 32 anos, foi arrastado pela correnteza de um rio no bairro Alto Boqueirão, na periferia de Curitiba, na noite de sexta. 

A cidade mais atingida foi Campo Largo, com 110 mil pessoas afetadas. Parte do telhado do Hospital Nossa Senhora do Rocio foi arrancada, o que provocou a transferência de 400 pacientes. Em uma estimativa preliminar, a administração local prevê prejuízos de R$ 20 milhões. Por causa disso, o município já decretou situação de calamidade pública e estado de emergência na segunda-feira e iniciou uma campanha de doações de alimentos não perecíveis e vestuário.

A famílias atingidas estão sendo atingidas no Centro da Juventude, local onde elas fazem um cadastro antes de receber os mantimentos. Em entrevista à Rádio Banda B, o coordenador da Defesa Civil de Campo Largo, Alexandre Custódio Telesse disse que há essa necessidade para que ocorra um controle melhor. "A pessoa vem aqui, faz um cadastro e já leva o que precisa. Só precisamos de um controle. A nossa necessidade agora é distribuir as telhas. Com a ajuda do Exército Brasileiro, a gente acredita que conseguirá normalizar até o fim da semana, se não chover", informou.

Além de Campo Largo e Curitiba, as chuvas atingiram Almirante Tamandaré, Campo Magro, Piraquara, São José dos Pinhais, Palmas, Ponta Grossa, Renascença e Reserva.

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