Chuvas e acidentes causam lentidão

Após temporal e engavetamento na Marginal do Tietê, o índice de congestionamento chegou a 156 km

Laís Cattassini, Marcela Spinosa e Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

27 de janeiro de 2009 | 00h00

A chuva intensa e um acidente grave na Marginal do Tietê, zona norte, deixaram o trânsito de São Paulo ainda mais complicado ontem - dia em que 40% das escolas particulares retomaram as aulas. Num engavetamento à tarde, o motorista de um Fiat Uno morreu na hora. Com a colisão e mais 44 pontos de alagamento registrados por volta das 19h30 pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) - 8 deles intransitáveis -, o reflexo no trânsito foi imediato. Nesse horário, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) contabilizou o maior índice de lentidão do ano - 156 quilômetros, ante 137 km marcados no dia 7.Em média, choveu 9,8 milímetros ontem em São Paulo - o índice esperado para o mês de janeiro é de 239 mm. Em alguns bairros, porém, a chuva foi bem mais concentrada. No Ipiranga, onde o índice foi de 89 mm, o muro de um estacionamento desabou sobre uma casa. A queda da estrutura fez com que quatro veículos que estavam no estacionamento fossem carregados pelas águas para o quintal da casa, que fica atrás do comércio. Duas casas foram interditadas pela Defesa Civil. Ninguém ficou ferido. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros não registraram ocorrências graves por causa da chuva.No início da noite, era impossível trafegar pelas Avenidas Tereza Cristina, Ibirapuera, 23 de Maio, Ruben Berta, Juntas Provisórias e Praça Juca Mulato, na Vila Mariana. A via mais prejudicada era a Marginal do Tietê, que concentrava 25% da lentidão à noite. À tarde, a pista expressa sentido Rodovia Castello Branco ficou fechada durante 40 minutos por causa do acidente com quatro caminhões, o Uno e um ônibus. O motorista do carro morreu no local e Eliana Maria Battiston Dávila Klas, de 46 anos, que estava no banco do carona,foi levada para a Santa Casa de Misericórdia em estado grave.O acidente aconteceu às 15h45. Segundo testemunhas, a batida foi provocada por um automóvel que teria fechado um caminhão. O condutor do carro fugiu. O motorista de um segundo caminhão, Alceu Francisco de Lima, de 49 anos, tentou frear, mas acabou empurrado pelo ônibus. "Não ia bater, mas o ônibus não conseguiu segurar e veio arrastando todo mundo." Um ônibus que seguia para Jacareí atingiu a traseira do Uno. O automóvel ficou esmagado entre o coletivo e um dos caminhões. "Foi horrível. O ônibus arrastou o carro", contou o motorista Marcos Antonio de Oliveira, de 44 anos, que, por pouco, não foi atingido. "Foi muito rápido. Só vi o ?busão? parando e não consegui frear", contou Luiz Carlos dos Santos, de 50 anos, motorista de um caminhão. O corpo foi retirado das ferragens às 16h45. CPTMA queda de raios afetou ontem a circulação dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Às 17h20, uma descarga atingiu a rede aérea da empresa e interrompeu o funcionamento da Linha 11 (Luz-Guaianases), entre Luz e Tatuapé. Na Linha 12 (Calmon Viana-Brás), um raio danificou o sistema de sinalização, o que aumentou o intervalo entre os trens. Segundo a CPTM, a operação foi normalizada às 18h15.CONGONHASO Aeroporto de Congonhas, na zona sul, teve os voos suspensos às 17h40. As operações foram retomadas às 18h42, com auxílio de instrumentos. Até as 22 horas, 70 voos atrasaram mais de 30 minutos, o que equivale a 27,6% dos 254 voos. Outros 36 acabaram cancelados (14,2%). O Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, operou sem restrições e acumulava, na noite de ontem, 32 atrasos (13,6%) e 12 cancelamentos (5,1%) em 235 voos. Os dados são da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

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