Chuvas elevam represas a níveis "muito confortáveis" em SP

O superintendente de Produção de Água da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Hélio Luiz Castro, disse nesta sexta, à Agência Estado, que os volumes das represas que abastecem a Grande São Paulo estão "bastante confortáveis" e que está "praticamente descartada" a possibilidade de racionamento neste ano na região. "Só não descartamos totalmente essa hipótese porque não é possível afirmar com 100% de certeza que não haverá uma estiagem severa mais adiante", acrescentou.De acordo com o superintendente, o nível das represas dos seis sistemas que atendem 18,5 milhões de habitantes na região é superior ao verificado na mesma data do ano passado. Hoje, o Sistema Cantareira apresentava 44,4% do volume ante 32% no mesmo dia de 2004; o Guarapiranga apresentava 74,7% do volume (ante 50,8%); Alto Tietê, 50,7% (ante 30,6%); Rio Grande, 95,5% (ante 86,4%); Rio Claro, 100% (ante 100%); e Cotia, 100% (ante 45,1%)."As chuvas estão dentro do esperado. Janeiro é um mês previsível nesse sentido, mas não é possível dizer como se distribuirão ao longo do tempo", destacou Castro.Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, foram coletados 222,6 milímetros de chuva na estação oficial de São Paulo, no Mirante de Santana, na zona norte, apenas nos primeiros cinco dias do ano. O índice histórico para todo o mês janeiro é de 253,9 milímetros.Conforme Castro, o pior período para os reservatórios foi verificado em 2001 e, até 2004, houve forte estiagem. O volume das represas dos sistemas da Sabesp começou a se recuperar a partir daquele ano, quando a companhia implementou o Programa de Incentivo à Redução do Consumo de Água e as chuvas se aproximaram às médias normais."Em 2005, as chuvas foram maiores ou iguais à média normal e temos agora, no início de 2006, as esperadas chuvas de verão", complementou. "Apesar disso, é preciso destacar a importância do uso racional da água, para que não tenhamos problemas no futuro", ressaltou.

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