Chuvas em SP deixaram 2,5 mil km de estradas intransitáveis

As prefeituras dos 67 municípios atingidos pelas chuvas em São Paulo começaram a avaliar os prejuízos na quarta-feira. Pelo menos 22 pontes caíram com as enchentes e cerca de 2,5 mil quilômetros de estradas rurais estão intransitáveis. Em Itapetininga, as áreas ribeirinhas e de várzeas continuavam sob as águas do Rio Itapetininga. Mais três prefeituras, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Adamantina, decretaram situação de emergência. A prefeitura de Presidente Prudente também pediu ajuda para refazer o sistema de captação de água, afetado pelas chuvas. Subiu para 12 o número de municípios que protocolaram pedido para decretação de estado de emergência na Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. O prazo para os técnicos concederem o pedido é de cinco dias e só depois os municípios poderão receber recursos.Segundo a avaliação da Defesa Civil, os danos das chuvas só não foram maiores em razão do plano preventivo colocado em ação desde o início da Operação Verão, dia 1º de dezembro. O monitoramento dos índices pluviométricos e a antecipação das informações meteorológicas permitiram que muitas famílias fossem retiradas de casas em áreas de risco. Em Paraguaçu Paulista e Maracaí, no oeste do Estado, as prefeituras e órgãos da Defesa Civil conseguiram remover cerca de 10 mil moradores antes do rompimento da barragem da Represa Grande, um lago com 164 hectares. A retirada começou assim que foram detectados sinais de que a barragem não suportaria o volume de água. A inundação atingiu as casas vazias.

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