Chuvas no Ceará podem ter deixado 3 mortos

Chove forte em Fortaleza desde a noite de ontem. Os rios Maranguapinho e Cocó transbordaram, invadindo casas, ruas e avenidas. A BR-222 encontra-se interditada, bloqueando o acesso à capital cearense. A Defesa Civil está nas áreas de risco prestando socorro às populações ribeirinhas. Três mortes ainda não confirmadas teriam ocorrido por conta da chuva. Um menino de 6 anos foi tragado para dentro de um bueiro quando tomava banho no bairro Canindezinho. Até o início desta noite, o corpo do garoto ainda não havia sido resgatado pelos Bombeiros. Dois adultos, uma mulher e um homem, teriam morrido eletrocutados. O homem, no bairro Jangurussu e a mulher, no Castelão, próximo à subestação da Chesf. De acordo com a gerente da Defesa Civil do Estado, Tereza Angélica Pinheiro Maia, foram registras 79 ocorrências. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), choveu 162 mm no período entre entre a noite de ontem e as 15 horas de hoje. Visita - Membros da Comissão das Enchentes, da Câmara Federal, estiveram pela manhã reunidos com o governador do Ceará Lúcio Alcântara. No Estado, além de Fortaleza, eles também visitaram os municípios de Novo Oriente e Crateús. De acordo com o secretário estadual da Ação Social, Raimundo Gomes de Mattos, seriam necessários R$ 280 milhões para cobrir os prejuizos causados pelas chuvas somente na agricultura. Do Ceará, a comissão seguiu para o Piauí. Na quarta-feira, de acordo com o deputado federal Inaldo Leitão, o relatório das visitas feitas aos Estados castigados pelas chuvas será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Castanhão - Com as perspectivas de novas chuvas no Ceará entre março e junho deste ano, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e o Governo do Ceará decidiram reabrir, às 9h de amanhã, as 12 comportas do maior açude do Estado, o Castanhão. A providência permitirá uma vazão de 500 m3/s. Haverá o monitoramento a jusante (abaixo) e a montante (acima) da barragem, com o que será possível controlar o volume das águas dos rios Salgado e Jaguaribe e evitar cheias em todos os municípios da região do Baixo Jaguaribe, onde vivem mais de 300 mil pessoas.

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