Chuvas no Rio fazem segunda vítima, desta vez na capital

Homem de 49 anos morreu na zona norte ao ser atingido por árvore em deslizamento

Heloisa Aruth Sturm, Luciana Nunes Leal e Antonio Pita, O Estado de S. Paulo - Atualizado às 17 horas

04 de janeiro de 2013 | 14h24

RIO  - Um homem de 49 anos morreu na manhã desta sexta-feira, 4,  ao ser atingido por uma árvore durante deslizamento de terra na Estrada da Paz, no Alto da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro. Roberto Magessi Filho é a segunda pessoa morta em consequência das chuvas fortes no Estado.

Na manhã dessa quinta-feira, bombeiros resgataram o corpo de Luiz Carlos da Silva, de 63 anos, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM) informaram que Magessi estava verificando a caixa d'água de sua casa quando ocorreu o deslizamento.

Segundo a PM, ele já estava morto quando os bombeiros chegaram ao local. Os estragos causados pela chuva na capital não estão incluídos nos balanços que têm sido divulgados pela Defesa Civil Estadual. Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira, a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio informou que atendeu 70 pessoas desalojadas na zona oeste.

Parte dos desalojados estão acolhidos em abrigos. Novo boletim da Defesa Civil do Estado informa que há duas pessoas desaparecidas, uma em Nova Iguaçu e outra em Duque de Caxias. O balanço informa que há 2705 desalojados (que estão temporariamente fora de suas casas) e 444 desabrigados (que tiveram as casas destruídas).

Governador em Pedreira

Acompanhado do ministro da Integração Nacional e de secretários estaduais de Saúde e Defesa Civil, o governador Sérgio Cabral (PMDB) chegou de helicóptero à área conhecida como Pedreira, em Duque de Caxias, onde uma ponte desabou. Depois de uma vistoria na região, eles reuniram-se com o prefeito Alexandre Cardoso para discutir a liberação de verbas.

Moradores cobraram ações do governador, reclamando que ninguém visita a área do outro lado da ponte sobre o Rio Capivari, conhecida como Café Torrado, de difícil acesso, uma das mais atingidas pela chuva na Baixada Fluminense. Os apelos foram ignorados pelo governador. Cardoso estimou prazo de 48 horas para que o entulho seja retirado da região. Segundo ele, o sistema de dragagem ficou comprometido.

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