Chuvas no RJ provocaram a morte de 45 pessoas

As chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde o último domingo já provocaram pelo menos 45 mortes e deixaram 1,8 mil pessoas desabrigadas no Estado. Quatro cidades - Petrópolis, Duque de Caxias, Paracambi e Mendes - pararam por causa dos trabalhos de busca de desaparecidos e consertos dos estragos provocados pelos temporais. Há divergência sobre o total de vítimas fatais em Petrópolis. Segundo a Defesa Civil do Estado, são 34 mortos na cidade serrana (elevando o total do Estado para 49), mas a prefeitura só confirma 30. "São 34, mas o número pode subir porque outras 32 pessoas continuam desaparecidas", afirmou o diretor-geral da Defesa Civil do Estado, João Bosco Simões de Assis. Cerca de 3 mil homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros trabalharam hoje na busca de desaparecidos e no isolamendo de áreas de risco em todo o Estado. Nos municípios mais afetados, como Petrópolis, os bombeiros tiveram de se dividir em turnos para manter as buscas sem parar, dia e noite. A chuva, que continuou atingindo o Rio hoje, dificultou ainda mais as buscas dos desaparecidos. Granizo - O meterologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Carlos Austin prevê mais chuva para o Rio nas póximas 24 horas, com a possiblidade de queda de granizo. "Existe 30% de possibilidade de chuver granizo", afirma. Ele explica que a chuva intermitente no Estado foi causada pelo encontro de uma frente fria, vinda do Uruguai, com uma massa de ar quente e úmida vinda da Amazônia. Segundo ele, o quadro se agravou em função dessa frente fria estacionar na Região Sudeste. Austin prevê um réveillon chuvoso. Na sexta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia fará uma nova avaliação das condições climáticas para a passagem do ano. "Mas tudo indica que as chuvas vão continuar até o início de janeiro", diz.

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