Chuvas podem prejudicar ainda mais distribuição de energia no Rio

Segundo presidente da Light, risco de blecaute ocorre por conta da dificuldade de corrigir problemas nas galerias subterrâneas

Kelly Lima, da Agência Estado

06 de abril de 2010 | 18h06

A falta de energia no Rio de Janeiro corre o risco de atingir um nível generalizado caso volte a chover forte na cidade, alertou há pouco o presidente da distribuidora Light, Jerson Kelman. Segundo ele, por enquanto menos de 1% dos 4 milhões de clientes está sem energia. "É um incômodo para estas mais de 30 mil pessoas, mas não é uma situação drástica. Se voltar a chover forte, porém, não está descartado o risco de ocorrer um blecaute generalizado na cidade", afirmou em entrevista à Agência Estado.

 

 

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Segundo ele, o risco de um blecaute ocorre por conta da dificuldade de correção dos problemas nas galerias subterrâneas que contém os cabos de energia. "As galerias estão alagadas e enquanto a água não baixar não é possível fazer os reparos", disse, salientando que a "manutenção subterrânea neste momento está bastante prejudicada e os sistema está supertensionado".

 

Kelman destacou ainda que, além do alagamento das vias subterrâneas, as fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro entre a noite de ontem e a madrugada de hoje também afetaram a via aérea, responsável por levar energia a 3,5 milhões dos 4 milhões de clientes da Light. A região da Baixada que é atendida por via aérea não teve problemas, já os bairros de Santa Teresa e Laranjeiras foram os mais afetados.

 

O presidente da Light descartou que maiores investimentos poderiam ter evitado a situação atual no fornecimento de energia no Rio. Segundo ele, algumas vias subterrâneas foram invadidas pela água por conta de vandalismo anterior e outras porque a intensidade do alagamento das ruas foi muito forte. "No caso do vandalismo, houve rompimento de lacres para furto de fios de cobre. Estamos combatendo isso, mas não tivemos tempo de conter esta demanda antes desta chuva. Estamos sob bombardeio incessante", disse Kelman.

 

Ele não soube estimar o tempo necessário para restabelecimento geral do fornecimento de energia no Rio. Segundo Kelman, a companhia está trabalhando prioritariamente para atender os casos emergenciais e só quando a água baixar em algumas localidades é que o problema poderá ser solucionado. O presidente da Light também lembrou que parte da equipe está trabalhando há mais de 24 horas, e pede para que a população apenas acione o call center em caso de risco de morte. "Nós estamos identificando todos os pontos de falta de energia. Não há necessidade de fazer esta comunicação. Dentro do possível vamos tentar resolver os problemas", disse.

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