Chuvas severas devem continuar

Nas próximas 24 horas as chuvas severas, atípicas para esta época do ano, devem continuar. A instabilidade e a intensidade das chuvas só tendem a diminuir na sexta-feira. A maior chuva a despencar sobre a capital paulista num dia de setembro desde os anos 40 - quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) começou a medir e monitorar os índices pluviométricos - foi causada por uma frente fria. Ela atingiu inicialmente a Argentina, provocando tornados e tempestades e avançou pelo interior paulista durante a madrugada.

LUÍSA ALCALDE e FERNANDA ARANDA, O Estadao de S.Paulo

09 de setembro de 2009 | 00h00

"O encontro da massa de ar frio com a temperatura quente registrada no domingo em São Paulo, por causa do ar quente e úmido vindo do interior do continente, formou nuvens carregadas", explica o meteorologista da Climatempo Marcelo Pinheiro. Marcelo Schneider, meteorologista do Inmet, lembra que desde junho os índices pluviométricos estão acima do normal. "O encontro das águas aquecidas do Oceano Pacífico com a frente fria da massa de ar polar vinda do Sul provocou esse temporal", disse.

Em oito dias, choveu 39,5% a mais do que o previsto para todo mês de setembro, de acordo com o CGE. Na primeira semana, foram 50,4 mm. Ontem, até 15 horas, outros 62,6 mm caíram na cidade. Somados, os 113 mm superam, em muito, os 81 mm previstos para os 30 dias. "É uma situação anormal", avalia a meteorologista do Inmet, Ester Ito.

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