Ciclista morre em tiroteio entre PMs e ladrões

Durante uma troca de tiros entre policiais militares e marginais que estavam em um carro roubado, nesta sexta-feira à noite, uma bala perdida atingiu no peito o ajudante de eletricista Cristiano Cardoso da Silva, de 28 anos, que trafegava em uma bicicleta. O fato aconteceu na Rua Reverendo Peixoto da Silva, próximo à Av. Carlos Lacerda, no Jardim Rosana, na Zona Sul e o ciclista morreu quando era socorrido no Pronto-Socorro do Campo Limpo.Cristiano morava no Taboão da Serra e trabalhava na manutenção geral do sistema elétrico da USP, na Cidade Universitária. Na Sexta-feira Santa, ele foi à casa da mãe, Maria Madalena Cardoso da Silva, no mesmo bairro, para levar ovos de Páscoa para os sete irmãos. Na volta para casa, tinha pedalado cerca de 200 metros quando surgiu um Polo verde, com placas de Belo Horizonte, roubado na quinta-feira, que era perseguido por uma viatura da 1ª Cia do 16º BPMM, com os policiais Leandro Anedes de Souza e Maria Francisca de Souza.Uma testemunha contou ter ouvido apenas três tiros e viu o ciclista cair, ferido no peito. A viatura parou para socorrer Cristiano e os marginais prosseguiram em velocidade. Depois de percorrer algumas ruas estreitas, o motorista do Polo não conseguiu fazer uma curva e o carro bateu contra um muro, derrubando-o. Os três ocupantes do carro fugiram a pé e não foram localizados pela polícia. O muro, que separa a área das torres de alta tensão da Eletropaulo, caiu sobre o veículo, danificando-o bastante.Próximo do local há uma favela. Como impera a lei do silêncio, ninguém forneceu à polícia informações sobre o paradeiro dos bandidos. No 37º DP ? Campo Limpo, foi instaurado inquérito de homicídio doloso, tentativa de homicídio, resistência à prisão e localização de veículo roubado. As duas armas dos PMs ? revólveres de calibre 38 ? foram apreendidas. Apenas uma delas, pertencente ao PM Leandro, tinha duas cápsulas deflagradas. A perícia da Polícia Científica irá determinar de que arma partiu o projétil que matou o ciclista, que era casado, há dois anos, e não tinha filhos.

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