Ciclistas também no metrô

Carta 19.127 Fiquei muito contente quando o Metrô pensou também no transporte dos ciclistas, pois agora temos um vagão disponível. Mas, como tudo neste País, o projeto ficou pela metade, pois entramos com as bicicletas mas não podemos subir as escadas rolantes! Temos de carregá-las e subir as escadarias.Não é absurdo? Isso desestimula o uso de um meio de transporte saudável a ao mesmo tempo ecologicamente correto. Por que não fazem rampas de acesso? BEATRIZ LIBERTI Capital O Metrô responde: "O transporte de bicicletas pelas escadas rolantes, junto com os demais usuários, comprometeria a segurança dos ciclistas e do público em geral, pois haveria aumento do risco de acidentes por desequilíbrio e quedas. Nos finais de semana transportamos cerca de 1 milhão de usuários, e o deslocamento dos ciclistas nas escadas fixas apresenta baixo índice de uso nesses dias. Para manter a segurança, as escadas rolantes ficam à disposição dos demais usuários, entre os quais idosos e gestantes. A construção de rampas para o acesso de bicicletas não é tecnicamente possível, por causa das limitações estruturais das estações metroviárias mais antigas. Agradecemos à leitora pela sugestão. Investimos em nossa infra-estrutura para proporcionar mais conforto aos ciclistas: neste ano, por exemplo, inauguramos o primeiro bicicletário na Estação Guilhermina-Esperança, da Linha 3-Vermelha, e lançamos o projeto Caminho Verde, que prevê cerca de 12 km de ciclovia na zona leste e mais dois bicicletários." Carta 19.128 Idéia para a CPTM Em agosto li reportagem sobre melhorias na Linha C-Osasco-Jurubatuba da CPTM, a fim de transformá-la numa espécie de ?metrô de superfície?. A notícia é excelente, mas fica uma pergunta: por que a empresa não reativa o ramal que faz ligação com a Linha B-Amador Bueno-Júlio Prestes, sentido Lapa/Barra Funda? Sem desapropriações e com baixo investimento, já que o ramal existe, embora esteja abandonado. Isso eliminaria a necessidade de baldeação na Estação Pres. Altino para quem usa outras linhas e o metrô da Barra Funda. MARCOS NOGUEIRA Capital A CPTM responde: "O ramal foi construído pela antiga Estrada de Ferro Sorocabana, para viabilizar o trajeto até Santos. Hoje, o trecho é usado eventualmente para manobras de trens, mas não é operacional. A Linha B está contemplada no programa de modernização e receberá intervenções em via permanente, estações e sinalização. A transferência para a Linha C continuará sendo nas estações Pres. Altino e Osasco, mas os intervalos entre os trens serão reduzidos até 2010. Agradecemos a sugestão e estamos à disposição no Atendimento ao Usuário, tel. (0800)-055-0121." Carta 19.129 Aperfeiçoamento Hoje, 23/8, foi mais um dia daqueles. Acordei atrasada e peguei o trem das 7, em Perus. Trem superlotado. Nas estações Piqueri e Lapa, revolta ver trens encostados, se estragando à chuva e ao sol. Trabalho na Paulista e vou de trem por não ter outra opção. A CPTM arruma algumas estações, mas há muitos trens velhos e quebrados. Os primeiros vagões sempre vêm lotados, e nos últimos muitos usam drogas, além dos que aproveitam a superlotação para abusar das mulheres. Falta dinheiro? Acho que não, pagamos altos impostos. Os usuários deveriam fazer um dia de greve contra a CPTM. Imaginem o prejuízo. PAULA FRANCO Perus A CPTM responde: "Trabalhamos com toda a frota nos horários de maior movimento (das 5 às 8 e das 17 às 20 hs). Como todo modal de transporte dos grandes centros urbanos, ainda registramos superlotação. Com o apoio do governo do Estado, até o ano de 2010 faremos intervenções em toda a rede e reforçaremos a frota. Na Linha A (Luz-Francisco Morato), modernizaremos o sistema (sinalização, energia e via permanente) e compraremos novos trens, medidas que reduzirão os intervalos entre os trens, bem como a inclusão de mais composições nos horários de pico. Quanto à segurança, equipes uniformizadas e à paisana patrulham diuturnamente as plataformas das estações, andam pelo interior dos trens, fazem a proteção patrimonial e também atuam durante as blitze, em conjunto com as Polícias Civil e Militar. Até agosto deste ano, houve 93 blitze na Linha A, onde mais de 10 mil pessoas foram abordadas e cerca de 90 encaminhadas à delegacia."

O Estadao de S.Paulo

26 Setembro 2007 | 00h00

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