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Ciclone pode atingir costa brasileira; saiba como são batizados esses fenômenos

Kurumí - ou 'menino', em tupi-guarani. Este será o nome do ciclone, identificado pela Marinha do Brasil na costa da Região Sudeste, se ele evoluir para tempestade subtropical

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2020 | 05h00

SÃO PAULO - Kurumí - ou “menino”, em tupi-guarani. Esse será o nome do ciclone, identificado pela Marinha do Brasil na costa da Região Sudeste, se ele evoluir para tempestade subtropical. Desde a notificação dessa possibilidade, uma pergunta tem sido recorrente: por que Kurumí

Para ser oficialmente batizado de Kurumí os ventos devem atingir 63 km/h ou mais. Na última quinta-feira, 23, a intensidade era de 55 km/h. Em nota, a Marinha afirmou que o centro do ciclone está localizado a 250 quilômetros a sudeste de Macaé, no Rio, em área oceânica. Ainda considerado “depressão subtropical”, estágio anterior à tempestade, o sistema deve provocar impactos em alto-mar na costa entre São Paulo e Santa Catarina e também do Rio à Bahia.

Do Rio à Bahia, a tempestade pode provocar agitação marítima e ondas entre 3 e 5 metros de altura no oceano - mas que não devem chegar às praias, segundo meteorologistas. Já de São Paulo a Santa Catarina, a previsão é de ondas de 3 a 3,5 metros.

Sistemas meteorológicos especiais, como furacões, tufões ou os ciclones tropicais, subtropicais e extratropicais costumam ser “batizados” pelos centros de monitoramento meteorológicos internacionais. Nos Estados Unidos, por exemplo, é Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) que dá nome aos furacões. 

No Brasil, quem batiza os sistemas meteorológicos é a Marinha. Os nomes são geralmente de inspiração indígena, em tupi-guarani. 

Esses fenômenos são batizados para facilitar os alertas e avisos – além de agilizar protocolos de evacuação. O “batismo” é considerado fundamental para evitar confusões e garantir a clareza dos comunicados. Nomes de furacões que causaram grandes tragédias são retirados e não voltam a ser usados, para que não haja confusão. Via de regra, de acordo com regras da Organização Meteorológica Mundial (OMM), as listas com possíveis denominações desses fenômenos alternam nomes masculinos e femininos em ordem alfabética. 

Em 2018, a Marinha atualizou a lista de nomes para possíveis ciclones que se formados na costa brasileira. Confira a lista completa com a época e local de formação dos sistemas nomeados até agora: 

  1. Arani (tempo furioso) - março 2011 - RJ-ES
  2. Bapo (chocalho) - fevereiro 2015 - SP
  3. Cari (homem branco) - março 2015 - SC
  4. Deni (tribo indígena) - novembro 2016 - RJ
  5. Eçaí (olho pequeno) - dezembro 2016 - SC
  6. Guará (lobo do cerrado) - dezembro 2017 - ES-BA
  7. Iba (ruim) - março 2019 - BA
  8. Jaguar (lobo) - maio 2019 - RJ
  9. Kurumí (menino)
  10. Mani (deusa indígena)
  11. Oquira (broto de folhagem)
  12. Potira (flor)
  13. Raoni (grande guerreiro)
  14. Ubá (canoa indígena)
  15. Yakecan (o som do céu)

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