Cid Gomes e Tasso devem renovar mandatos

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), deve conseguir se reeleger neste domingo, apesar das recentes denúncias de desvio de verbas e da queda registrada nas últimas pesquisas de intenção de voto que foram divulgadas. O tucano Tasso Jereissati tem grande chance de renovar o mandato de senador por mais oito anos.

Carmen Pompeu, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2010 | 00h00

Irmão do deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP), Cid foi bombardeado por uma avalanche de acusações. A principal foi publicada pela revista semanal Veja e aponta desvios de R$ 300 milhões nas prefeituras cearenses. Ainda segundo a reportagem, Cid e Ciro estariam sendo investigados pela Polícia Federal, algo que o órgão nega. Cid contesta as denúncias.

O caso vem sendo explorado pelos principais adversários políticos de Cid Gomes: o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e Marcos Cals (PSDB). "O povo precisa saber", disse o tucano. "Nunca na história do Estado do Ceará nós ouvimos falar de corrupção de R$ 300 milhões. Ele precisa responder a essa investigação."

O assunto voltou à tona no debate promovido pela TV Verdes Mares, afiliada da TV Globo no Ceará. Na frente das câmeras, Cid reagiu com serenidade. Na plateia, no entanto, o clima esquentou. Coordenador político da campanha do irmão, Ciro trocou insultos com aliados e assessores de Lúcio Alcântara. O deputado precisou ser afastado de Roberto Pessoa, que lidera a campanha do PR, para evitar agressões físicas.

No dia seguinte, Cid não compareceu ao debate promovido pela TV Jangadeiro, afiliada do SBT no Estado. Alcântara e Cals retomaram as acusações de desvio de verbas públicas diante das câmeras.

Até abril, Cals ocupava o cargo de secretário de Justiça no governo de Cid Gomes. Ele saiu a pedido do senador Tasso Jereissati, que resolveu romper politicamente com os Gomes e lançar candidatura própria do PSDB.

Fortaleza. Nos bastidores, comenta-se que Tasso estaria testando o nome de Cals para disputar a prefeitura de Fortaleza, que hoje é ocupada pela petista Luizianne Lins. Tasso, por sua vez, se encontra muito perto de uma das duas vagas ao Senado. A outra está sendo disputada por dois aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Eunício de Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT).

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